Mel Gibson promete "inspirar, não ofender"

Alvo de acusações por parte de judeus e católicos, Mel Gibson disse à Variety que tanto uns como outros não devem se preocupar com seu novo filme, sobre as últimas 12 horas de Jesus Cristo, porque a idéia é "inspirar, não ofender". The Passion traz Jim Caviezel no papel de Cristo e Monica Bellucci como Maria Madalena.O astro de Mad Max e O Patriota explicou que sua intenção é levar às telas uma obra "duradoura" e fazer um reflexão "séria" para platéias de diferentes credos e familiaridades diversas com a história de Cristo. Suas explicações vêm em resposta à recente onda de ataques à sua obra, incluindo críticas de anti-semitismo e anticatolicismo.A polêmica já dura alguns meses. Desde que o ator foi identificado como um católico fervoroso, tradicionalista, sua versão da história de Cristo tem sido monitorada. Em março, enquanto o ator dizia que sua única intenção é "contar a verdade", um amigo comentava que The Passion trataria da morte de Cristo "possivelmente de maneira inédita no cinema", insinuando, em seguida, que a culpa recairia sobre as autoridades judaicas da época.Também o pai do ator foi citado na polêmica. Segundo um jornalista do New York Times, Hutton Gibson teria dito que o Concílio Vaticano II foi "uma conspiração maçônica patrocinada pelos judeus". Há alguns anos, ele publicou um livro intitulado Is the Pope Catholic? ("Será o Papa Católico?"). Em defesa do ator, amigos garantiram que pai e filho têm suas divergências."Se ao longo de 25 anos de uma vida pública intensamente vigiada houvesse o registro de perseguição ou discriminação contra qualquer pessoa baseada em raça ou credo, eu estaria disposto a me desculpar", disse o ator. "Mas não existe esse registro. Não odeio ninguém, certamente não odeio os judeus."

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