Mel Gibson é condenado a três anos por dirigir embriagado

O ator e diretor Mel Gibson foi sentenciado a três anos de liberdade condicional, por dirigir embriagado, após ele não ter entrado com nenhum recurso contra as acusações formuladas contra ele, segundo informaram as autoridades de Malibu. O incidente da prisão do ator em 28 de julho levou seu nome à imprensa do mundo inteiro por conta das declarações anti-semitas dirigidas pelo ator ao policial que o prendeu. Gibson tampouco compareceu à audiência, mas formulou uma declaração por meio de seu advogado, diante do juiz de Lawrence Mira, disse a vice-promotora Gina Satriano em um comunicado.Duas das três acusações que recebeu foram descartadas, após um acordo entre Gibson e os promotores do caso. A audiência havia sido marcada para o dia 28 de setembro, mas foi antecipada para esta quinta-feira a pedido do advogado de Gibson.O juiz ordenou que o diretor de "A Última Paixão de Cristo" e ganhador de um Oscar por "Coração Valente" (1995), participe das reuniões do grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) cinco vezes por semana durante quatro meses e meio. Após cumprir esse período de terapia contra o álcool, Gibson deverá comparecer às sessões apenas três vezes por semana durante outros sete meses e meio.Além disso, o juiz determinou que o ator participe durante três meses de outro programa contra o abuso de álcool. Mira ainda impôs ao ator uma multa de US$ 1,3 mil e apreendeu por 90 dias a sua carteira de motorista. Ainda dentro de um acordo feito com os promotores para evitar a prisão, o ator e diretor se comprometeu a gravar um anúncio sobre os riscos de dirigir embriagado. Acordo descarta duas acusaçõesO ator e diretor de 50 anos de idade foi preso, no dia 28 de julho, e acusado formalmente no dia 2 de agosto por três infrações leves: dirigir embriagado, apresentar um elevado nível de álcool no sangue e possuir uma garrafa de bebida alcoólica aberta em seu carro. Após o acordo feito com a promotoria, Gibson foi processado somente por dirigir com nível de álcool superior ao autorizado. Foram deixadas de lado as acusações de posse de bebida alcoólica no veículo e - a mais grave - dirigir em estado de embriaguez.Segundo a polícia, quando foi detido na região de Malibú, Gibson tinha níveis de álcool no sangue de 0,12% e possuía uma garrafa de tequila em seu Lexus LS, que conduzia a mais de 160 quilômetros por hora.O incidente se agravou quando Gibson tratou o policial que o prendeu de modo rude, disse que era dono de Malibu e que os judeus eram os culpados por "todas as guerras do mundo". O próprio ator reconheceu seu erro e se desculpou duas vezes publicamente pelo ocorrido.(Matéria alterada às 17h48)

Agencia Estado,

17 de agosto de 2006 | 16h16

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