Mel Gibson diz que EUA fazem sacrifícios humanos

O ator e diretor norte-americano Mel Gibson, de 50 anos, fez duras críticas à guerra no Iraque durante o festival de cinema "Fantastic", no Texas, informou o site "El Clarín". Durante a apresentação de seu mais novo filme, "Apocalypto", Gibson comparou o colapso da civilização Maia, tema de sua película, com a situação atual nos Estados Unidos. "O que é um sacrifício humano senão mandar garotos ao Iraque sem nenhuma razão?", contestou o cineasta após a exibição de trechos de seu filme, que ainda não está concluído.As filmagens do novo trabalho de Mel Gibson foram realizadas nas regiões florestais de San Andrés Tuxtla, Catemaco, Nanciyaga e nas zonas de Paso de Ovejas e La Antigua, onde morou o conquistador espanhol Hernán Cortés. "Apocalypto" conta uma história que tem como pano de fundo a Mesoamérica de três mil anos atrás, com a civilização maia, que se estendeu pelo sudeste do México, parte da Guatemala e Honduras, entre os séculos 3 e 15.Polêmica Em agosto, Gibson foi sentenciado a três anos de liberdade condicional por dirigir embriagado. Em 28 de julho ele foi detido na região de Malibu, no EUA, por dirigir com níveis de álcool no sangue de 0,12%. O ator estava com uma garrafa de tequila em seu Lexus LS, que conduzia a mais de 160 quilômetros por hora.O incidente se agravou quando Gibson tratou o policial que o prendeu de modo rude, disse que era dono de Malibu e que os judeus eram os culpados por "todas as guerras do mundo". O próprio ator reconheceu seu erro e se desculpou duas vezes publicamente pelo ocorrido.O juiz ordenou em agosto que o diretor de "A Última Paixão de Cristo" e ganhador de um Oscar por "Coração Valente" (1995), participe das reuniões do grupo de Alcoólicos Anônimos (AA) cinco vezes por semana durante quatro meses e meio. Após cumprir esse período de terapia contra o álcool, Gibson deverá comparecer às sessões apenas três vezes por semana durante outros sete meses e meio.Além disso, o juiz determinou que o ator participe durante três meses de outro programa contra o abuso de álcool. Mira ainda impôs ao ator uma multa de US$ 1,3 mil e apreendeu por 90 dias a sua carteira de motorista. Ainda dentro de um acordo feito com os promotores para evitar a prisão, o ator e diretor se comprometeu a gravar um anúncio sobre os riscos de dirigir embriagado. Matéria alterada às 10h20 para acréscimo de informações

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