'Maze Runner' está entre as estreias da semana, confira todas

'Já Visto, Jamais Visto', de Andrea Tonacci, tem circuito mais alternativo, CCSP e Cine Olido; veja trailers

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

18 Setembro 2015 | 11h37

Damas do Samba, de Suzanna Lira

Musas, pastoras, tias, compositoras, passistas, madrinhas, carnavalescas, mulatas, intérpretes e operárias que trabalham no figurino e nas alegorias. O que serias do samba, e do carnaval -copmo maior espetáculo da Terra -, senão fossem, as mulheres? Das anônimas até as famosas, a diretora Suzanna Lira faz o inventário dessa presença feminina.

De Cabeça Erguida/La Tête Haute, de Emmanuelle Bercot

O filme que inaugurou o Festival de Cannes, em maio. Foi apenas a segunda vez, nos 68 anos do evento, que a honraria coube a uma mulher. Antes, apenas Diane Kurys, em 1987, havia feito a inauguração, com Un Homme Amoureux. Emmanuelle foi além, porque, sendo também atriz, ganhou o prêmio de interpretação por Mon Roi/Meu Rei, de Maïwenn. O filme, inspirado por narrativas que a diretora ouviu a vida toda de seu tio, um assistente social, mostra os esforços de uma juíza e do tutor legal de um garoto para resgatá-lo do que parece uma via sem volta para a criminalidade. Rod Paradot é o garoto, e seu olhar é bem impressionante. Catherine Deneuve, com quem a diretoras fez Ela Se Vai, e Benoit Magimel, também estão no elenco.

A Festa de Despedida, de Sharon Maynon e Tal Granit

Idosos que vivem numa casa de repouso em Jerusalém criam máquina de eutanásia para minorar o sofrimento dos que estão terminais. Dois temas tabus, a eutanásia e o suicídio, poderiam ter virado um dramalhão, mas a dupla de diretores leva a narrativa com humor (e leveza). Um filme israelense que tem sido bastante elogiado,. e merece ser visto.

Já Visto, Jamais Visto, de Andrea Tonacci

O circuito da SPcine acolhe o novo trabalho do autor de obras viscerais como Bang-Bang e Serras da Desordem - e Tonacci promete comparecer aos locais de exibição para encontros com o público. Para quem gosta de histórias com começo, meio e fim, o filme será um desafio e tanto. Tonacci reúne material filmado ao longo dos anos, e montado por sua parceira, na arte e na vida, Cristina Amaral, e ele. O material mais recente tem 30 anos. São imagens de seus pais, dele e do filho. Três gerações. Termina sendo uma instigante investigação sobre o tempo, com direito ao reforço de texto de Alberto Moravia sobre a arte e o ofício do roteiro.

Maze Runner: Prova de Fogo, de Wes Ball

Nem foi preciso que viesse o protagonista masculino, Dylan O'Brien. A presença de Kaya Scodelario e Giancarlo Espopsito mobilizou multidões na porta do hotel em que se hospedaram e na pré-estreia do segundo filme da franquia adaptada da série de livros de James Dashner. Na devastada Terra do futuro, grupo de jovens pega em armas contra a tirania. Uma praga devastou o mundo. Uma médica pesquisa a cura, ou será que ela só quer consolidar seu poder? Realidade, imaginação. O filme reciclça elementos de várias séries, mas não se pode negar habilidade ao diretor, que cria um espetáculo forte e movimentado. Kaya nasceu em Londres, filha de brasileiros do interior de São Paulo. Fala português e se considera 'brasileira'. E é linda, a menina. Isso só tem aumentado a aura do filme para os fãs.

Tristeza e Alegria, de Nils Malmros

O diretor inspirou-se na própria vida. Num surto psicótico, sua mulher matou o filho do casal. Como se lida com uma tragédia dessas? Sendo Malmros um cineasta, fazendo um filme. Não é para todos os gostos, mas é forte. E, sim, a fase da tristeza é evidente. Já identificar a alegria parece mais difícil.

 

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