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Matt Damon defende papel em ‘A Grande Muralha’ e diz que acusação de 'branqueamento' é infundada

Dirigido poe Zhang Yimou, longa tem como tema central as origens misteriosas da Muralha da China e os objetivos originais dela

Natalie Thomas, Reuters

07 Dezembro 2016 | 11h25

PEQUIM - O ator de Hollywood Matt Damon defendeu nesta terça-feira, 6, o seu papel de destaque no filme A Grande Muralha, dizendo que acusações de um chamado “branqueamento”, ou a preferência por estrelas caucasianas, e não por atores de outras etnias, eram infundadas.

“Zhang Yimou me chamou e me pediu para estar no filme dele”, afirmou Damon em Pequim, se referindo ao diretor do filme que participava com ele num painel.

Damon, também na companhia de Andy Lau, outra estrela do filme, disse que estaria “mortificado” se sentisse que as acusações tinham mérito.

Críticos atacaram a decisão de escalar Damon para o filme de fantasia que se passa na China antiga.

Damon declarou que o tema era “muito importante”, mas diferenciou tal prática do seu papel no filme.

"Quando eu penso em ‘branqueamento’ eu penso em Chuck Connors interpretando Gerônimo. Isso é branqueamento, e isso é inaceitável”, afirmou ele se referindo ao ator caucasiano que interpretou o chefe indígena num faroeste de 1962.

Zhang, o aclamado diretor de O Clã das Adagas Voadoras, disse que as acusações contra Damon eram “injustas”. “Quando vocês virem o filme vocês vão ver que não é assim”, afirmou.

"É um grupo de pessoas, um grupo de heróis, e, como se passa no contexto de uma história chinesa, há vários heróis chineses.”

A Grande Muralha, que começa a ser exibido na China neste mês e nos Estados Unidos em fevereiro, tem artes marciais e filtros saturados, marcas de Zhang, e tem como tema central as origens misteriosas da Muralha da China e os objetivos originais dela.

 

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