Kimberly White/ AFP
A guerra de Scorsese contra a Marvel acontece enquanto seu último filme produzido pela Netflix estará no cinema por um tempo limitado Kimberly White/ AFP

Marvel faz cinema? Posição de Martin Scorsese novamente divide opiniões em Hollywood

Diretor reacendeu o debate com nova opinião em sua coluna no jornal The New York Times; fãs se manifestaram contra nas redes sociais

AFP, Agências

07 de novembro de 2019 | 14h00

A guerra de Martin Scorsese contra a Marvel acontece enquanto seu último filme, produzido pela Netflix, estará no cinema apenas por um tempo limitado. A rejeição do cineasa aos filmes da gigante dos quadrinhos, ao afirmar que 'não são cinema', dividiu Hollywood, os espectadores e os fãs, causando reações que variam de apoio incondicional a acusações de hipocrisia e elitismo.

O diretor vencedor do Oscar escreveu esta semana uma coluna de opinião no jornal americano New York Times, na qual argumentou que os filmes de super-heróis de grande sucesso não possuem a sensação de risco, mistério e complexidade de personagens que são vitais para a “arte do cinema".

"Os filmes da Marvel são o resultado de pesquisas de mercado, testes com o público, para serem examinados, modificados, revestidos e remodelados até que estejam prontos para o consumo”, escreveu o diretor de Os Bons Companheiros.

“Eles carecem de algo essencial sobre o cinema: a visão unificadora de um artista individual”, acrescentou Scorsese, alimentando a polêmica que iniciou em entrevista para uma revista no mês passado.

Famosos como Francis Ford Coppola, Ken Loach e Fernando Meirelles apoiaram Scorsese. Coppola até descreveu a lucrativa franquia como “insignificante”.

Alguns dos principais críticos de Hollywood também apoiaram a posição do cineasta. “Scorsese é basicamente um climatologista de filmes, sinalizando uma mudança sinistra que todos podemos ver com nossos próprios olhos”, tuitou David Ehrlich, crítico de cinema de Indiewire. “Estou feliz que tenha dito isso, estou triste que tenha tido que fazer isso”.

No entanto, a rejeição da franquia mais importante do cinema atual provocou um debate em Hollywood sobre o que é 'arte' no gênero e quem pode defini-la, principalmente porque Scorsese admitiu que “tentou ver apenas alguns” dos filmes da Marvel.

“Não se pode descartar todo um gênero como não cinematográfico sem assistir aos filmes”, rebateu Tom Nunan, produtor ganhador de um Oscar e professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), referindo-se à rejeição também sofrida por sucessos como Tubarão e Guerra nas Estrelas por parte de alguns cineastas.

"Mas ninguém teve a audácia de acusar os filmes de grande sucesso de não serem cinema", afirmou.


Deus do cinema

Bob Iger, CEO da Disney, proprietária da Marvel, disse no mês passado que os comentários de Scorsese eram “muito desrespeitosos para com todas as pessoas que trabalharam nesses filmes”.

“Ninguém que assistiu a um filme da Marvel pode fazer essa afirmação”, acrescentou Iger posteriormente em declarações à BBC.

Natalie Portman, que já apareceu em vários filmes da Marvel e estrelará o próximo filme de Thor, disse ao The Hollywood Reporter que “não há uma forma única de fazer arte”.

Um exército de fãs obcecados pela Marvel extravasou sua fúria nas redes sociais com inúmeros tuítes que chamavam o cineasta de elitista.

O professor da Universidade do Sul da Califórnia, Gene Del Vecchio, considerou a posição de Scorsese a 'reação da velha escola de Hollywood'. “Os cineastas de hoje mudaram, a arte se expandiu”, afirmou Del Vecchio, que acredita que os gostos do público se ampliaram e que gêneros como ficção científica e fantasia são mais aceitos nos dias atuais. "Mas a velha guarda tem uma visão muito mais restrita da arte”, disse ele à AFP.

Não ajuda na polêmica a estreia de O Irlandês, drama gangster de 160 milhões de dólares de Scorsese para a gigante Netflix. Em seu editorial, Scorsese afirmou que sua posição sobre a Marvel era importante porque as produções de super-heróis estavam deixando os 'verdadeiros cineastas' de fora dos cinemas.

No entanto, O Irlandês estará em cartaz nos Estados Unidos por apenas 26 dias, um tempo relativamente curto antes de passar exclusivamente para a plataforma Netflix. Em comparação, Vingadores: Ultimato permaneceu em cartaz por quatro meses após seu lançamento.

“Gostaria que o filme fosse exibido em telas maiores por mais tempo? Claro que sim”, disse o cineasta, uma posição que Nunan chamou de 'hipócrita'.

“Quando foi que ele se tornou o Deus do cinema? Ele tem negócios com a mesma empresa que muitas pessoas acusam de estar destruindo o cinema”, arrematou Nunan.

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'Não acho que ele já tenha visto um filme da Marvel', diz CEO da Disney sobre Scorsese

Diretor americano voltou a critica os filmes do estúdio, afirmando que são produtos criados para o consumidor

Redação, AFP

06 de novembro de 2019 | 10h48

O diretor americano Martin Scorsese voltou a criticar, nesta terça-feira, os filmes dos estúdios da Marvel, os quais considera produtos criados para o consumidor, o que provocou uma resposta do CEO da Disney, que saiu em defesa de sua subsidiária.

No início de outubro, o cineasta, de 76 anos, provocou uma polêmica ao declarar que os longa-metragens da Marvel, concentrados no universo dos super-heróis, parecem mais um "parque de diversões" que "cinema".

"Muitos dos elementos característicos do cinema, até onde eu sei, estão presentes nos filmes da Marvel", escreveu. "O que não existe é a revelação, o mistério ou o perigo emocional real. Não há risco", argumentou o diretor em uma coluna de opinião publicada nesta terça no jornal The New York Times.

As produções da Marvel são, segundo Scorsese, como todas as franquias cinematográficas modernas, "calibradas, testadas, modificadas (...) e modificadas novamente até que estejam prontas para o consumo".

O diretor diz que está dando um passo à frente para criticar a padronização da oferta cinematográfica em detrimento da diversidade.

"Se você dá um tipo de coisa para as pessoas e lhes vende infinitamente um tipo de coisa, claro que vão querer mais desse tipo de coisa", apontou Scorsese.

"Não acho que ele já tenha visto um filme da Marvel", disse Bob Iger, CEO da Disney, a proprietária da Marvel, em uma entrevista emitida pela BBC nesta terça.

"Qualquer um que tenha visto um filme da Marvel não poderia fazer com honestidade essas declarações", acrescentou.

Nove dos 25 filmes de maior bilheteria da história do cinema são do estúdio da Marvel, incluindo Vingadores: Ultimato, que bateu o recorde do gênero no fim de julho.

 

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'O entretenimento da Marvel prejudica a arte do cinema', diz Martin Scorsese

Cineasta insistiu na diferença entre as produções e disse que a boa convivência está ficando rara

Redação, EFE

05 de novembro de 2019 | 09h58

O cineasta Martin Scorsese explicou suas recentes críticas aos filmes do universo cinematográfico da Marvel, em entrevista ao The New York Times, e afirmou que tais produções destinadas aos 'entretenimento' estão prejudicando o cinema, entendido como uma 'arte'.

"Infelizmente, a situação é que agora temos dois campos separados: existe entretenimento audiovisual mundial, e cinema. Ainda de tempos em tempos (esses dois campos) se sobrepõem, mas isso está se tornando cada vez mais raro. E temo que o domínio financeiro de um esteja sendo usado para marginalizar e até menosprezar a existência do outro ", argumentou.

Nos últimos meses, o cineasta tem insistito em suas críticas. Recentemente, ele afirmou que os longas de super-heróis, como os dos estúdios da Marvel, “não são filmes”.

Outros artistas entraram no debate, como Robert Downey Jr., que interpreta o super-herói Homem de Ferro. "Ele é Martin Scorsese, não precisa disso. Na verdade, ainda há muito o que se dizer sobre se esse gênero desmerece a arte do cinema.", declarou o ator.

 

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Marvel vs. Scorsese e Coppola: estúdio esbarra com inimigos de peso em seu caminho

No centro da polêmica que movimentou Hollywood nas últimas semanas, fica a seguinte questão: será que o cinema é feito só de bilheteria?

Jake Coyle/ Associated Press, Agências

25 de outubro de 2019 | 14h51

NOVA YORK - Não é exatamente novidade o fato de alguns dos maiores cineastas do mundo protestarem contra o boom de filmes de super-heróis e o enorme lugar que vêm ocupando na nossa cultura cinematográfica. Mas comentários recentes feitos por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola foram recebidos como uma bravata antes de uma luta de boxe.

“Num canto o campeão mundial das bilheterias, os estúdios Marvel, o  ‘incrível estúdios Hulk’, e do outro lado o realizador de 76 anos de épicos católicos e clássicos policiais”, Martin ‘Touro Selvagem Scorsese!”. Houve muito alvoroço depois que Scorsese, em uma entrevista a uma revista no início do mês, insinuou que os filmes da Marvel não são cinema, mas “algo diferente”: atrações de parques temáticos desinteressadas em “transmitir emoções que motivam psicologicamente outro ser humano”.

Coppola também se expressou a respeito no fim da semana, ao afirmar à imprensa na França, quando recebeu o Prix Lumière, que Scorsese não só tinha razão, mas não foi longe o suficiente. Os filmes da Marvel são “desprezíveis”, afirmou. “Ele tem razão, pois esperamos aprender algo com o cinema, esperamos ganhar algo. Um pouco de iluminação, adquirir algum conhecimento”, afirmou Coppola.

Os inúmeros fãs dos filmes da Marvel, como cavaleiros do século 19, ficaram ofendidos e levaram sua causa para as redes sociais como se tivessem sido desafiados para um duelo. Foram apoiados por alguns dos realizadores de filmes da Marvel, como James Gunn, diretor de Guardiães da Galáxia, Joss Whedon, que dirigiu Os Vingadores e Taika Waititi, diretor de Thor:Ragnarok.  Waititi ironicamente sublinhou que seu filme “está nos cinemas”.

 E não seria um tumulto real se Ken Loach não se envolvesse também. O cineasta britânico de 83 anos se uniu ao debate ao afirmar à Sky News que os filmes da Marvel “são um exercício cínico” e produtos básicos como os hambúrgueres. Muitos se perguntam o que diriam as grandes lendas do cinema que já morreram. O que Hitchcock diria de Homem Aranha de Volta à CasaJohn Ford acharia que Vingadores, Ultimato, é longo demais?”.

Apesar dessa recente discussão midiática, a aprovação ou desaprovação dos filmes do estúdio já dura uma década. Por mais que os seguidores fervorosos da companhia de histórias em quadrinhos queiram acreditar o que é o contrário, nem todo mundo é fã dela. O modo como são produzidos os filmes, como uma linha de montagem, na verdade é uma nova evolução no tipo de controle dos estúdios que sempre desempenharam um papel importante nas produções de Hollywood. Sabe-se muito bem que os diretores com frequência são convidados para um filme da Marvel com a promessa de que o estúdio se encarregará das grandes cenas de ação, eles têm apenas de produzir o resto.

A visão global planejada pelo diretor criativo dos estúdios Marvel, Kevin Feige, teve um sucesso incomum. Mas nem os 20 milhões de ingressos vendidos podem competir na realidade com O Poderoso Chefão ou Taxi Driver. Embora alguns queiram decidir o debate apresentando o montante arrecadado nas bilheterias, existem outras medidas métricas mais significativas.

Há seis anos Steven Spielberg previu a implosão de Hollywood devido à profusão de filmes de enormes orçamentos. Spielberg, cujo filme Tubarão contribuiu para o nascimento do cinema moderno dos blockbusters, também sublinhou que a cultura cinematográfica inevitavelmente se move em ciclos. “Chegará um momento em que os filmes de super-heróis seguirão o caminho dos filmes de faroeste”, disse ele à AP.

Christopher Nolan, cujo filme Batman: O cavaleiro das Trevas é considerado o maior triunfo do gênero, disse que já não está mais interessado em filmes de franquias devido à maneira como hoje são produzidos. “O panorama cinematográfico mudou desde que comecei a realizar os filmes de Batman. Quando estávamos produzindo a trilogia acho que era mais fácil para um cineasta na minha posição expressar uma visão mais pessoal do que quando se trata de uma franquia”.

Os fervorosos simpatizantes da Marvel dirão que grande parte da atração dos filmes do estúdio é que todos se sentem parte de uma mesma peça. São todos tão similares que Gwyneth Paltrow nem sequer consegue lembrar em quais ela apareceu.

Não significa que a expressão pessoal não se destaque num filme da Marvel. Como ocorre com qualquer outro gênero de filme, os cineastas podem criar algo individual. Seria difícil subestimar a anarquia cósmica em Os Guardiães da Galáxia, de Gunn, as inúmeras indicações ao Oscar no caso de Pantera Negra, de Ryan Coogler ou a desconstrução O Homem Aranha – Um Novo Universo.

Mas – e este é o ponto principal evocado por Scorsese e Coppola – há muito mais do que isso. O universo cinematográfico real é muito mais vasto do que o “universo cinematográfico Marvel”. E eles gostariam que o foco na Marvel fosse desviado para outros lugares.

“Há uma geração que pensa que cinema é bilheteria”, afirmou Scorsese à AP, em junho na estreia do documentário Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story. O que mais o incomoda, disse, é ver inúmeros cinemas projetando em suas 11 ou 12 salas uma única película (como Vingadores Ultimato).

“Temos de lutar contra essa prática de lotar o mercado com um blockbuster. O filme regular, que é deslocado, tem de ir para algum lugar. É preciso. Sabe a razão? Porque vai ter gente que irá assisti-lo”.

A preocupação com a morte do “filme regular” é justificada. Nove dos 10 filmes de maior bilheteria este ano foram continuações e remakes de quadrinhos (a única exceção foi Us, de Jordan Peele) e este tem sido o caso há anos. A Netflix e outros serviços de streaming estão, no momento, financiando uma grande porcentagem de filmes originais de grande orçamento no setor, incluindo um novo trabalho de Scorsese, O Irlandês(Tradução de Terezinha Martino)

 

 

 

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Robert Downey Jr. comenta crítica de Martin Scorsese aos filmes da Marvel

Ator, que interpreta o super-herói Homem de Ferro, saiu em defesa das produções, mas evitou confronto com Scorsese

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2019 | 11h46

As críticas feitas pelo cineasta Martin Scorsese contra os filmes produzidos pela Marvel (“Para mim, isso não é cinema”, disse o diretor de O Touro Indomável, na semana passada) ganharam novo round. O ator Robert Downey Jr., que encarna um dos mais queridos super-heróis do cinema moderno (o Homem de Ferro), rebateu o comentário em uma entrevista a uma rádio americana.

“É a opinião dele. Isso (os filmes da Marvel) é exibido nos cinemas. Respeito a opinião dele como a de qualquer pessoa”, disse Downey Jr. ao programa de rádio comandado por Howard Stern, em Nova York, segundo noticiou o site Comic Book. O ator buscou medir as palavras para não criar um confronto com Scorsese, aclamado como um dos principais diretores cinematográficos da atualidade.

“Precisamos de ter opiniões diversas para seguir adiante”, continuou o ator, descartando uma suspeita de que Scorsese teria ficado enciumado com o lucro gerado pelos filmes de super-heróis. “Ele é Martin Scorsese, não precisa disso. Na verdade, ainda há muito o que se dizer sobre se esse gênero desmerece a arte do cinema.”

Em entrevista à revista britânica Empire, Scorsese foi taxativo: “Não os vejo os filmes da Marvel como cinema. Tentei, sabia? Mas isso não é cinema. Honestamente, o mais perto que posso estar deles, por mais bem feitos que sejam, com atores que fazem o melhor possível nessas circunstâncias, são os parques temáticos”, brincou o diretor de 76 anos, ignorando os 23 longas já financiados pela Marvel.

“Não é o cinema de seres humanos que tenta transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”, continuou ele, aparentemente sem se importar com a imensa lucratividade que filmes da Marvel, DC e outros proporcionam à indústria – Vingadores – Ultimato, por exemplo, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da história, ao somar mais de US$ 2,79 bilhões, em julho.

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'O que a Marvel faz não é cinema', diz o diretor Martin Scorsese

Criador de 'Taxi Driver' e 'Touro Indomável' afirma que filmes com super-heróis não transmitem experiências emocionais e psicológicas às pessoas

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2019 | 19h24

Martin Scorsese, um dos cineastas de maior prestígio da atualidade, provocou polêmica no meio cinematográfico na sexta-feira, 4, quando afirmou que os longas de super-heróis, como os dos estúdios da Marvel, “não são filmes”.

“Eu não os vejo. Tentei, sabia? Mas isso não é cinema”, disse Scorsese em entrevista à revista britânica Empire. “Honestamente, o mais perto que posso estar deles, por mais bem feitos que sejam, com atores que fazem o melhor possível nessas circunstâncias, são os parques temáticos”, brincou o diretor de 76 anos, ignorando os 23 longas já financiados pela Marvel.

“Não é o cinema de seres humanos que tenta transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”, continuou ele que, além de ser considerado um dos maiores cineastas americanos atuais, é um ferrenho defensor da sétima arte, financiando projetos de restauro de longas ameaçados de desaparecer, graças à ação da entidade Film Foundation, capitaneada por ele – o filme Limite, dirigido pelo brasileiro Mário Peixoto em 1931, por exemplo, é uma obra que foi restaurada pela organização.

Tais comentários tão incisivos abalaram a comunidade cinematográfica de Hollywood, onde o autor de filmes lendários como Taxi Driver, Touro Indomável ou Cassino é habitualmente idolatrado pelos profissionais do cinema.

“Martin Scorsese é um dos meus cinco cineastas favoritos. Fiquei indignado quando as pessoas se manifestaram contra um de seus filmes, A Última Tentação de Cristo, sem nem ter visto”, tuitou James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia. “Me entristece que agora esteja julgando meus filmes da mesma maneira”, continuou.

“Quem pensa que a Marvel está apenas tentando fazer passeios em parques temáticos é injusto e cínico”, disse Christopher Robert Cargill, roteirista de Doutor Estranho. “Creio que uma das maiores falácias do pensamento moderno é que o cinema precisa ser um desafio”, acrescentou ele, no Twitter.

“Isso não apenas exclui muitos filmes excelentes que a maioria chamaria de cinema, mas descarta a ideia de que o cinema pode ser acessível a todos, que pode capturar a imaginação de crianças de 8 anos”, finalizou.

Scorsese mexeu em um vespeiro ao minimizar um gênero que tem mantido a saúde financeira da indústria do cinema – Vingadores – Ultimato, por exemplo, tornou-se o maior sucesso de bilheteria da história, ao somar mais de US$ 2,79 bilhões, em julho. / COM AFP

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