Reprodução do Instagram de Mário Frias
Reprodução do Instagram de Mário Frias

Mário Frias promete criar cargo para Regina Duarte na Cinemateca

Atual secretário especial de Cultura afirma que pode ser criada uma secretaria para a atriz exercer uma função na instituição

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2020 | 19h09

O secretário especial de Cultura Mário Frias prometeu criar um cargo para que a atriz Regina Duarte tenha um "lugar de destaque" na Cinemateca Brasileira quando o imbróglio jurídico que envolve a instituição for resolvido.

"A Regina Duarte é um ícone, que faz parte da nossa história, merece todo o nosso respeito. Ela me emocionou no governo Bolsonaro. É um pedido pessoal do presidente da República. Existe a possibilidade sim de ser criada uma secretaria para ela cuidar da Cinemateca. Ela vai ser tratada com toda a dignidade que merece. Assim que o imbróglio jurídico se resolver a Regina Duarte vai ter o lugar de destaque dela na Cinemateca", disse Frias ao programa Os Pingos nos Is, da rádio Jovem Pan, neste domingo, 27.

Em julho, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública contra a União pedindo a renovação do contrato de gestão da Cinemateca Brasileira com a Associação Roquette Pinto, e o repasse imediato de R$ 12 milhões, recursos já previstos e alocados no orçamento.

Um imbróglio processual envolvendo o Ministério da Educação, a Secretaria Especial de Cultura e a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) coloca em dúvida o próprio funcionamento da Cinemateca Brasileira desde o início do ano, assim como o papel que Regina Duarte pode desempenhar na entidade.

O presidente Jair Bolsonaro prometeu um cargo a Regina Duarte na instituição, quando foi anunciada sua saída da secretaria especial de Cultura, em maio. Embora o governo federal possa ter influência nas decisões, as indicações para os cargos atualmente são feitas pela Acerp, organização social que administra a Cinemateca. O cargo prometido, por ora, não existe.

"Existe uma situação legal na Cinemateca", comentou Frias, no domingo. "O contrato acabou em 2019 e não foi renovado. Não estava sob a minha batuta, cheguei agora. Não só o acervo, mas os profissionais deveriam ser valorizados. Não tenho dúvida nenhuma de que aquele acervo é do povo brasileiro. Somos todos brasileiros. Aquilo é um acervo riquíssimo. Há um imbróglio jurídico. Juridicamente, não podemos intervir nesse momento enquanto não há uma solução jurídica."

Embora a União detenha uma parcela considerável do acervo da Cinemateca, nem todo ele é de propriedade do Estado. Famílias e herdeiros possuem o direito de posse de muitos materiais importantes conservados ali.

O secretário afirmou que existe um plano emergencial para ajudar a Cinemateca, mas não deu outras informações.  A reportagem do Estadão solicitou, via assessoria de imprensa do Ministério do Turismo, uma entrevista com Frias, mas ainda não houve resposta.

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