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Marco Bellocchio admite que a psicanálise o liberou para tentar decifrar o mistério das mulheres

Ele foi homenageado na 40ª Mostra Internacional de Cinema

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2016 | 23h36

Homenageado da Mostra, Marco Bellocchio veio ao Brasil para ministrar uma masterclass. Falou sobre suas diferentes fases e sobre a polêmica ‘ricerca (busca)’ psicanalítica que o levou, num determinado período, a codirigir com seu terapeuta, Massimo Faggioli. Ao repórter, Bellocchio disse que a psicanálise o liberou para falar da figura da mãe. Existem muitas mães no cinema de Bellocchio, inclusive a de Belos Sonhos, que inaugurou o evento neste ano. Existe a de A Hora da Religião, atração de sexta, 4, 14h30. No original, é O Sorriso de Minha Mãe.

Cineasta da contestação – e se poderia dizer da provocação –, Bellocchio radicaliza no longa de 2002. Sérgio Castelitto faz um ateu confrontado com a religião e mais que isso: com suas estruturas seculares. Não apenas sua mãe está em processo de beatificação pela Igreja Católica como ele se apaixona pela professora de religião do filho. Unindo essas duas pontas, Bellocchio fala menos de religião que de consciência. O tema de O Sorriso de Minha Mãe é a crença de Castelitto em si mesmo, é a necessidade que ele tem de se manter fiel ao que pensa. É um dos grandes filmes de Bellocchio, e um dos que mais revela sobre o país, a Itália. 

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