Marcelo Piñeyro debate "Kamchatka" na Cinemateca

Atenção, cinéfilos: Marcelo Piñeyro participa hoje de um evento promovido pela Cinemateca Brasileira, que exibe, a partir das 19h30, na sede do Largo Senador Raul Cardoso, o filme mais recente do diretor argentino a estrear no Brasil. Logo após a projeção do belo Kamchatka, haverá um debate do cineasta com os também diretores Hector Babenco e Pedro Bial e o historiador José Arthur Gianotti. O evento integra uma série de promoções empreendidas pela Sociedade Amigos da Cinemateca, SAC. A presidente da associação mantenedora da Cinemateca, Cosette Alves, preocupa-se em dinamizar a programação, convencida de que uma casa como a sua, se não servir ao público, não tem razão de ser. "Simplesmente estocar os filmes é tarefa pobre. Uma cinemateca existe para preservar e difundir a memória e também para estimular nas pessoas, principalmente nos jovens, o amor pelo cinema."Pelo cinema, em geral, e pelo cinema brasileiro, em particular. Com esse objetivo, a Sociedade Amigos da Cinemateca promove, com patrocínio do Bradesco, outra programação intitulada Quartas Culturais. Desde o dia 6 e todas as quartas-feiras até o fim de novembro, ocorrem essas sessões de filmes brasileiros que integram o acervo da Cinemateca. São produções que discutem importantes fatos da história do País. Destinam-se a estudantes do ensino médio das escolas de São Paulo e são seguidas de debates com a participação de convidados como o cientista social Raymundo Bandeira Campos, os historiadores Ricardo Maranhão, Antônio Pedro Tota e Eduardo Moretti e o filósofo Eduardo Brandão, todos professores.Esses eventos, a série das Quartas Culturais Bradesco e a vinda de Marcelo Piñeyro ao Brasil chamam a atenção para o que está se passando na Cinemateca Brasileira. No sábado, no seu discurso no encerramento do 31.º Festival de Gramado - Cinema Brasileiro e Latino, o ministro Gilberto Gil, da Cultura, já havia falado sobre o convênio firmado pela Ancine, Agência Nacional de Cinema, e a Cinemateca para a preservação de filmes nacionais. Pelos termos do acordo, a Cinemateca Brasileira, como órgão vinculado ao IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, está recebendo R$ 960 mil, repassados em quatro parcelas anuais de R$ 240 mil, para manter as cópias em perfeitas condições, num acervo informatizado e monitorado 24 horas por dia.Há mais: Sylvia Bahiense, da diretoria da Cinemateca Brasileira, foi eleita para o comitê-executivo da Fiaf, a Fédération Internationale dês Archives de Films, na reunião anual que acaba de se realizar em Estocolmo. E é Sylvia quem anuncia: São Paulo foi escolhida para abrigar a próxima reunião anual da Fiaf, em 2006. Ainda faltam três anos, mas esse será um encontro importantíssimo, que trará ao Brasil as maiores sumidades de todo o mundo para discutir a preservação de filmes produzidos em mídia digital. "As cinematecas do mundo todo trabalham com acervos à base de película e agora precisamos nos aparelhar para os problemas específicos colocados pela nova produção digitalizada. Ninguém sabe como os acervos que estão sendo formados terão de ser preservados." Carlos Magalhães, também da diretoria da Cinemateca, destaca o que todo integrante de cinemateca no fundo não se cansa de dizer: é preciso preservar para evitar os altos custos de restauração de filmes.Kamchatka. Exibição do filme de Marcelo Piñeyro, seguida de debate, às 19h30. Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207. Reservas pelo tel. 5084-2153.

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