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Maratona 'Star Wars' é atração do Telecine Cult para o feriado

Serão 14 horas e meia de aventuras nesta terça-feira, 21, a partir das 10 da manhã

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2015 | 21h00


George Lucas é o homem mais rico da indústria do entretenimento, com uma fortuna superior a 5 bilhões de dólares. Steven Spielberg, coitado, tem só 3,5 – bilhões de dólares. Lucas somou tudo isso ao vender sua franquia Star Wars, que está sendo reinventada por JJ Abrams. O Midas da TV (Lost) chegou a Hollywood para arrebentar. E, depois do maravilhoso Super 8, fez Missão Impossível 3 e agora dirige o primeiro episódio da nova trilogia Star Wars, que começa após O Retorno de Jedi.

O terceiro filme da primeira trilogia, realizado por Richard Marquand, virou o sexto episódio. Já era o projeto original – contar a saga intergaláctica por meio de três trilogias. Por uma questão de viabilidade de produção, ele iniciou pela trilogia intermediária. O primeiro filme, Star Wars, foi batizado como Guerra nas Estrelas no Brasil. Seguiram-se O Império Contra-Ataca, de Irwin Kershner, e o citado O Retorno de Jedi. De volta à direção, Lucas fez Star Wars – A Ameaça Fantasma, retomando a série.

Vieram depois Ataque dos Clones e A Vingança dos Sith. A segunda trilogia, que virou cronologicamente a primeira, não é tão boa, mas os fãs nunca ligaram muito para isso. A bilheteria foi muito/muito bem-sucedida, e o próprio Lucas já disse que, uma coisa, é celebrar o herói - Luke Skywalker, nos três filmes intermediários. Outra, bem diferente, é fazer a gênese do vilão, mostrando como o pequeno Annakin Skywalker de A Ameaça Fantasma virou Darth Vader no desfecho de A Vingança dos Sith.

Se você é tiete, de carteirinha, de Star Wars, é bom tirar o dia de folga. O canal Cult da rede Telecine promete 14 horas e meia de aventuras nesta terça-feira, 21. A partir das 10 horas exibe A Ameaça Fantasma, que será seguido por Ataque dos Clones (12h25) e A Vingança dos Sith (14h55). Às 17h20, começa a segunda trilogia – Star Wars/Guerra nas Estrelas. Às 19h35, O Império Contra-Ataca, e às 22 h, O Retorno de Jedi. No começo de tudo, um menino nasce numa cidade distante (no Oriente?), sem que sua mãe tenha sido fecundada. Três cavaleiros são seus padrinhos e o destino do recém-nascido já está traçado. Embora tenha nascido numa nação escravizada, será o Messias, aquele a quem cumprirá decidir o destino do mundo.

Ora-ora, você vai dizer que já conhece a história. Não será... o menino Jesus? Não, é o episódio 1 de Star Wars, A Ameaça Fantasma, de George Lucas, e o garoto em questão vai virar o sinistro vilão corrompido pela Força, mas isso você só vai conferir mais de 6 (6!) horas mais tarde. Os críticos são unânimes. Ameaça Fantasma não tem unidade, parece uma sucessão de (bons) clipes isolados. Um deles é ótimo - a corrida maluca de pods, realizada numa espécie de arena romana intergaláctica. Também é emocionante a relação do pequeno Annakin Skywalker com a mãe, e Lucas, que precisava de uma atriz com humanidade para encarnar a sua Virgem Maria do Espaço escolheu a sueca Pernilla August.

Meio aos trancos e barrancos, mas nunca menos que fascinante para os fãs, a série vai até o momento de arrepiar -Annakin, que cresceu, virou Hayden Christensen e se considera traído por Natalie Portman como a rainha Amidala e por Ewan McGregor como seu protetor jedi, vira... Darth Vader. É a cena para a qual converge a primeira trilogia. Há 35 anos, quando surgiu O Império Contra-Ataca, o público descobriu aquele ser minúsculo que ensinava o credo de Lucas - é possível mover o mundo só com a força da imaginação. Na verdade, Yoda, pois é dele que falamos, já aparece em A Ameaça Fantasma como um dos padrinhos de Annakin. A tal força possui um lado escuro que pode corromper e Luke, o filho de Annakin/Darth Vader, vai libertar o pai no terceiro episódio da segunda trilogia.

Pode ser que algum tiete conteste, mas O Império Contra-Ataca, o episódio 5, é, isoladamente, o melhor filme de toda a série, seguido pelo 6, O Retorno de Jedi. Dos seis primeiros episódios, são os únicos que não foram dirigidos por George Lucas. Então, ele é mau diretor? Não, mas pode-se dizer que sim e Lucas sempre melhor produtor - veja-se a série Indiana Jones, que ele produziu para o amigo Spielberg. Mais de 14 horas de guerra nas estrelas. Esse feriado de 21 de abril promete.


 

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