'Mamma Mia!' combina ABBA, Grécia e Meryl Streep

Adaptação do musical do teatro estréia nesta sexta com mais Pierce Brosnam e Amanda Seyfried no elenco

Alysson Oliveira, da Reuters,

08 de setembro de 2011 | 14h42

Num certo momento da versão para o cinema do musical do teatro Mamma Mia!, a personagem de Meryl Streep diz :"não quero falar". E ela vai falar muito pouco mesmo. A frase é apenas o primeiro verso de uma das dezenas de músicas do grupo ABBA, que ela e seus colegas de elenco vão cantar no filme, que estréia em todo o país nesta sexta-feira, 12.     Veja também:  Trailer de 'Mamma Mia!'  Ouça trecho da faixa-título do musical 'Mamma Mia!'  Ouça trecho de 'Dancing Queen'  Os hits do ABBA que desfilam ao longo das quase duas horas de Mamma Mia! não se encaixam muito bem na história e tudo parece forçado. Assim, a personagem de Meryl não tem muito dinheiro, mas pode cantar Money, Money, Money e sonhar com a vida dos ricos; ou uma mulher mais velha faz um jogo de sedução com um rapaz e canta Does your mother know? (Sua mãe sabe?). Numa ilha grega paradisíaca, Sophie (Amanda Seyfried), de 20 anos, vai se casar, mas não sabe quem é o seu pai. Depois de ler o diário da mãe, Donna (Meryl), uma ex-hippie, descobre que há três homens que podem ser seu pai e os convida sem contar para ninguém o porquê. Eles são Sam (o ex-007 Pierce Brosnam), um arquiteto; Bill (Stellan Skarsgård, de Fantasmas de Goya), um aventureiro descolado; e Harry (Colin Firth, de O Diário de Bridget Jones), um sujeito certinho e todo reprimido. Faltam dois dias para o casamento e, para passar o tempo, os personagens andam pela ilha, se encantam com a paisagem e soltam a voz, com as músicas da banda, como Dancing Queen (que já foi mais bem aproveitada em O Casamento de Muriel), Super Trooper, Our Last Summer e Voulez-Vous. E todo mundo canta o tempo todo - inclusive os 'gregos' que só abrem a boca para fazer o coro para os famosos. Como aconteceu com a segunda versão de cinema de 2005 de Os Produtores (a primeira foi lançada no Brasil como Primavera para Hitler), Mamma Mia! foi feita basicamente pela mesma equipe técnica da Broadway, a roteirista Catherine Johnson, a produtora Judy Craymer e a diretora estreante Phyllida Lloyd. Mamma Mia! não foi pensado cinematograficamente, e isso fica evidente na tela. As músicas não se encaixam na ação e os personagens parecem não entender o que estão cantando, mas sorriem e repetem seus versos afinadamente. O problema aqui não é tentar disfarçar a cafonice das músicas com um cenário paradisíaco ou uma grande atriz (que parece estar apenas brincando), o que atrapalha é como nada parece estar no lugar certo, desde os números musicais até as amigas de Donna, vividas por Julie Walters e Christine Baranski.

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