Jewel Samad/ AFP
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Mais uma mulher acusa Harvey Weinstein de agressão sexual

Nova denúncia foi feita pela ex-auxiliar do produtor Mimi Haleyi

AFP

25 Outubro 2017 | 11h07

Outra mulher se somou à torrente de acusações contra Harvey Weinstein ao afirmar que em 2006 ele a agrediu sexualmente em um hotel de Nova York quando procurava trabalho como ajudante de produção.

Essa nova acusação, feita em uma coletiva pela ex-ajudante de produção, que depois mudou de carreira, ilustra a dificuldade de transformar muitas dessas declarações em denúncias válidas aos olhos da Justiça, apesar de cerca de 50 mulheres terem acusado o produtor de assédio e agressões sexuais que vão até o estupro.

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A ex-assistente de produção Mimi Haleyi contou que tinha "uns vinte e tantos anos" - não quis indicar a idade exata - quando se encontrou pela primeira vez com o poderoso produtor em 2004.

Assim como outras supostas vítimas de Weinstein, esperava que ele a ajudasse a encontrar trabalho e quando ele propôs que se vissem de novo em um hotel de Nova York, em 2006, ela aceitou sem que, de início, acontecesse nada anormal.

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Alguns dias mais tarde as coisas começaram a piorar, segundo a acusadora, quando ele a assediou a ponto de forçar a porta de seu apartamento para que lhe acompanhasse em Paris nos desfiles de moda, o que ela recusou.

Quando voltou de Paris, Weinstein sugeriu um encontro em sua casa, que ela aceitou "porque queria ter boas relações com ele", e foi lá onde ele a agrediu sexualmente, afirmou.

Mimi Haleyi não foi à Polícia e não sabe se algum dia fará isso.

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Sua advogada, Gloria Allred, que representa outras acusadoras de Weinstein e estava presente na coletiva, reconheceu que por se tratar de um caso de 2006 sobre agressão sexual "pode ter prescrito" tanto no penal como no civil.

 

 

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