Maias se dividem ao verem <i>Apocalypto</i> de Mel Gibson

Os indígenas maias se dividiram ao assistir ao novo longa de Mel Gibson, Apocalypto, que estréia no dia 25 em São Paulo. Eles tiveram acesso a cópias pirateadas do filme, cuja estréia no país será apenas na segunda-feira. Alguns indígenas disseram que Apocalypto mostra erroneamente a antiga civilização mexicana maia como uma cultura violenta e sanguinária. Enquanto outros apreciam a iniciativa de Gibson de realizar o primeiro filme completamente realizado no dialeto maia, atualmente falado por aproximadamente 800 mil mexicanos, cujos antepassados governaram o império até a conquista espanhola por volta de 1520.Em uma região onde os DVDs piratas estão disponíveis em cada esquina, muito antes do filme chegar aos cinemas, a polêmica já começou entre alguns indígenas que já viram o filme. Para o ativista maia AmadeoCool May, "não se pode entender tudo", mas por outro lado, o discurso profético de uma criança sobre o iminente colapso de uma cidade foi "realmente maia. Seu monólogo foi bem feito". Mas reconheceu que ficou desconcertado com a violência do filme, mas se negou a condená-lo e o interpretou como um olhar sobre a cultura dos seus ancestrais.Outros foram menos benevolentes. "Mel Gibson deveria pedir desculpas para nós", disse o escritor Jorge Miguel cocom Pech, no jornal La jornada,. Argumentando que o filme "reflete a violência dos Estados Unidos"O diretor mexicano Juan Mora Catlett afirma que Gibson copiou alguns elementos visuais de seu filme Retorno a Aztlán, de 1990, como as imagens de um grupo de indígenas revestidos por completo com maquiagem branca. Mas disse que não pretende processar Gibson por isso.Muitos criticam Apocalypto por mostrar muito detalhadamente sacrifícios humanos e a guerra em vez de enfocar o desenvolvimento do povo maia, que criou avançados sistemas de escrita, matemática e calendários.

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