Longa ‘Reveillon’ é comédia de erros passada quase toda em um banheiro

Filme é o primeiro humorístico produzido pela O2 Filmes em mais de dez anos

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

03 de maio de 2014 | 16h30

Uma comédia de erros que se passa quase toda em um banheiro de uma festa de réveillon. Quando todos os convidados estão prestes a brindar um novo ano, a dona da casa descobre que seu marido a está deixando, após ter um caso com a vizinha. Enquanto isso, um dealer (jeito mais ‘carinhoso’ de chamar o traficante), convocado à festa por um dos convidados está morto (ou quase), escondido em um armário. Quando tudo parece ruim o suficiente, um incêndio começa.

Levada ao pé da letra, a premissa de Reveillon tem tudo para ser uma tragédia típica. Mas o longa, baseado na peça O Banheiro, de Pedro Vicente, com roteiro de Nina Crintzs e Claudia Jouvin, faz humor com a situação mais do que surreal e o que se tem é a primeira comédia produzida pela O2 Filmes em mais de 10 anos. "Achei interessante contar uma história que se passa toda em uma noite de festa. Comprei os direitos da peça há mais de três anos, quando as comédias ainda não estavam tão evidentes. Depois de vir de filmes complexos como Ensaio sobre a Cegueira e Xingu, fazer uma comédia me seduziu", contou a produtora executiva e sócia diretora da O2, Andréa Barata Ribeiro, no intervalo de filmagem do longa em um dos estúdios da O2 em Cotia.

O desafio de Andrea e equipe foi dar à comédia o valor de produção da O2. "Fazer bem feito, Trazer para a comédia o capricho de produção dos filmes da o2", completou ela, que para dirigir a comédia convidou Fabio Mendonça, diretor da série Destino SP.

Já para o elenco, foi escalado um time de peso que, apesar de heterogêneo, é complementar. A dona da casa é a publicitária Ana (Julia Rabello), casada com Duda (Paulo Tiefenthaler), ambos de Porta dos Fundos. O marido roqueiro e bon vivant se encanta pela bela Rosa (Luana Piovani), vizinha que mantém casamento confortável, e tedioso, com o arrumadinho Mário (Marcos Palmeira).

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No dia em que Ana se prepara para receber convidados como Sofia (Martha Nowill), Alê (Luana Martau), Rica (João Vicente Castro) e o dealer (Taumaturgo Ferreira), tudo desmorona. Seu casamento rui, seu convidado escondeu um corpo no armário do banheiro e ela está perdendo a própria festa. "Este cara no armário do banheiro cria uma tensão que percorre todo o filme. O desafio é muito bom. Filmar em um lugar apertado, uma comédia cheia de erros, em uma festa que a gente quase não vê", contou Mendonça durante uma pausa na filmagem da cena em que o ‘dealer sai do armário’. "Um terço do filme é passado no banheiro. Não é fácil construir a ação em espaço tão confinado. A festa só aparece durante a contagem regressiva. Quando vemos o cenário todo, a tensão por estarem presos aumenta", conta ele.

"Sempre gostei de filmar comédia. Em Destino SP, há drama, mas também há humor em episódios como o da Coreia. Fazer rir, com humor inteligente, é um grande prazer", completa ele.

Além do elenco de fôlego, Mendonça e Andrea escalaram um time de veteranos do cinema para cuidar também da fotografia, a cargo de Marcelo Trotta, e da direção de arte (Cássio Amarante). "Era importante dar verdade ao cenário, pois quase tudo é rodado em estúdio. Estudei grandes comédias como as de Billy Wilder e Blake Edwards", conta Amarante. "A O2 é uma produtora eclética. Nosso próximo trabalho é uma coprodução com o Canadá, diferente de tudo que já fizemos. Depois temos Pedro Malasartes, do Paulo Morelli, comédia para a família, e Marighella, de Wagner Moura, biográfico de época, com muita ação. Bem diferentes entre si", adianta Andrea.

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