"Lisbela e o Prisioneiro" deve virar filme

Depois de Auto da Compadecida e Invenção do Brasil, agora é a vez de Lisbela e o Prisioneiro, feita com base em peça de Osman Lins, virar filme. Esse é mais novo projeto do diretor de núcleo da Globo, Guel Arraes para 2002. Assim como Auto e Invenção, a idéia de levar Lisbela para o cinema nasceu de um especial de TV, exibido pela Globo em 1993.O especial mostrou a história da heroína Lisbela, uma noiva sonhadora, fã de filmes americanos, que se vê apaixonada por um artista de circo encrencado com a polícia. A idéia de Guel, que pretende tocar o projeto em parceira com Jorge Furtado é readaptar o texto para cinema, mesclando elementos que deram certo no especial da Globo e no teatro.Apaixonado pela trama de Lisbela, Guel levou o texto para o teatro no final do ano passado, com muito êxito. "Refundimos os textos do especial de TV com o do teatro e fizemos um roteiro de cinema para o Lisbela", conta Guel. "Na TV, o resultado foi muito bom, e pretendo aproveitar muitas coisas que deram certo no especial", diz. "No teatro, foi onde eu comecei a ver a reação da platéia e a tirar experiências deonde funciona, o que funciona e o que não funciona com o público. É uma experiência meio inédita que tive de pesquisa de público para fazer um roteiro de cinema."Guel conta que ainda não pensou em quem escalará para o elenco do filme. No especial de TV, Lisbela foi vivida pela atriz Giulia Gam. No teatro o papel ficou com Virgínia Cavendish que é casada com o diretor.

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