Líder da Nova Zelândia se oferece para mediar disputa 'Hobbit'

SYDNEY (Reuters Life!) - O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, ofereceu-se para exercer papel principal na solução de uma disputa entre atores e produtores do longamente aguardado filme "The Hobbit", para assegurar que as filmagens sejam feitas no país.

REUTERS

04 de outubro de 2010 | 13h02

Após anos de adiamentos, Hollywood parecia finalmente estar perto de produzir um filme baseado no livro "The Hobbit", de J.R.R. Tolkien, que seria feito em duas partes. "The Hobbit" é a história que antecede a trilogia de filmes "O Senhor dos Anéis", adaptada para o cinema pelo neozelandês Peter Jackson.

O Los Angeles Times informou no sábado que fontes teriam dito que a Warner Bros., sua subsidiária New Line Cinema e a Metro-Goldwyn Mayer esperam iniciar a produção em janeiro e lançar o primeiro filme "Hobbit" em 2012 e o segundo em 2013.

Mas uma ação trabalhista dos sindicatos de atores está ameaçando atrapalhar o projeto na Nova Zelândia. A Aliança de Mídia, Entretenimento e Artes (MEAA) pediu um boicote do filme. A MEAA afirma que os produtores de "Hobbit" não estão permitindo que o sindicato negocie um salário e condições de trabalho mínimos para seus filiados.

A entidade que representa os atores na Nova Zelândia, New Zealand Actors' Equity, é aliada à MEAA, sediada na Austrália.

Jackson acusa a MEAA de ser "uma força australiana dominadora" e diz que a agenda da entidade "é baseada no dinheiro e no poder".

Mas na segunda-feira o primeiro-ministro John Key ofereceu-se como mediador para promover a indústria cinematográfica neozelandesa, que cresceu depois de Jackson ter rodado a trilogia "Senhor dos Anéis" no país.

"Esta é uma indústria de 2,2 bilhões de dólares", disse Key à TV New Zealand. "Ela emprega muitas pessoas. É ótima para a Nova Zelândia, é uma ótima maneira de promover a Nova Zelândia."

Phillippa Boyens, co-roteirista e co-produtora de "Hobbit", disse à rádio New Zealand que Austrália, Canadá, Escócia e Irlanda querem sediar o projeto. Jackson já sugeriu também que a Europa do leste pode ser um lugar possível para rodar o filme.

Boyens disse que a disputa prejudicou a reputação cinematográfica da Noca Zelândia, "gerando dúvidas sobre a estabilidade trabalhista de nossa indústria".

Entre os filmes de estúdio feitos recentemente na Nova Zelândia estão "Avatar" e "X-Men Origens: Wolverine".

A produção de "The Hobbit" já foi adiada por várias razões, entre elas a desistência, em maio, do diretor Guillermo del Toro, porque o futuro financeiro incerto do estúdio MGM teria colocado o projeto em dúvida.

Na semana passada um incêndio danificou um estúdio de Wellington usado para filmar muitos dos trabalhos de Jackson, incluindo muitos efeitos especiais de "King Kong" e "O Senhor dos Anéis."

(Por Belinda Goldsmith)

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