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Liam Neeson estrela 'Battleship' e diz estar feliz fazendo filmes de ação

À beira dos 60 anos, ator conta que o que lhe interessa 'é se o roteiro é bem escrito'

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2012 | 21h38

LONDRES - O irlandês tranquilo. Assim poderia ser também chamado Liam Neeson, o irlandês que já foi pugilista, motorista de caminhão, professor de física e estreou no cinema em Excalibur, em 1981, após ser descoberto por John Boorman. Famoso por seus papéis dramáticos e densos, Neeson, à beira dos 60 anos, vive nova fase e tem sido convidado para papéis de ação. Em Battleship, é Shane, um almirante durão com dois ‘grandes’ dramas: ajudar a salvar a Terra de uma invasão alienígena e tentar se entender com o namorado da filha. Em março, durante o lançamento mundial do filme, ele conversou com o Estado.

Como recebeu a ideia de um filme baseado em um videogame?

Lembro de ter visto meus filhos jogando Battleship vez ou outra. Mas o que pensei foi: Havaí? Pearl Harbour? OK!

Acha que Battleship ainda se parece com um videogame?

Um filme com argumento tão específico pode ser tanto um sucesso quanto um fracasso. Mas Battleship é um filme muito bom. Houve grandes filmes nos anos 40, 50 sobre batalhas navais e tal. Este é um deles. Ok, eles estão lutando contra aliens, mas ainda assim.

Gosta de histórias de guerra?

Gosto, mas nunca pensei em entrar para o Exército ou Marinha. Mas havia veteranos de Pearl Harbour no set e me emocionei ao conversar com eles.

Você sempre foi associado à figura de um ator que é capaz de dar profundidade a um filme, mas começa a ser descrito também como uma ‘estrela de filmes de ação’. Se você tivesse de se descrever, como seria?

Como um filha da mãe sortudo... Sinceramente, não sei. Isso de ‘ator de ação’ começou com o Taken (de Pierre Morel) há três anos. Aceitei fazer porque era para ir direto para o vídeo. Ia ser divertido passar alguns dias em Paris, fazendo um papel que nunca ninguém pensou para mim antes. Mas a Fox começou a investir no filme e começou a ser um sucesso. Quando vi já estava recebendo roteiros de ação!

Como se sentiu?

Senti um pouquinho de vergonha. Mas, adorei ser garoto de novo. Ou ao menos ter 25 anos de novo. Fazer coisas que adoraria ter feito quando tinha essa idade e não pude.

Quais os desafios de um filme de ação?

Comparado com um drama? Acho que não muitos. O que me interessa é se o roteiro é bem escrito. A partir daí, vejo o que o personagem pede. No caso de Taken, é sobre um homem forte que tenta salvar sua filha. Apesar de ser um filme de ação, este drama é universal. Acho que por isso foi um sucesso. Não sei se você tem filhos já, mas eu sou pai e me identifico muito.

Aliás, essa figura paterna cai bem em você. Até Zeus, o pai mitológico, você acaba de fazer (em Fúria de Titãs 2).

Fato. Obrigada por me lembrar, aliás. Já ia me esquecendo de Zeus. Grande pai. Mas os perigos contra os quais ele luta são bem maiores que os meus.

Quais são os seus? Já que é viúvo, pai de dois meninos que estão com 15 e 16 anos.

É. Já já eles começam a sair mais, a ter namoradas. A gente começa a se preocupar. Mas estou feliz por não ter filhas. Imagine eu administrando a vida das filhas, vivendo em Nova York.

Você já parou para pensar que este ano completa 60 anos?

Não penso muito. Tenho filhos e isso é uma preocupação, sim. Mas não tenho receita mágica para estar bem. Apenas tento estar em forma. Nada neurótico. Parei de fumar e estou muito feliz. E confesso que começo a pensar no fato de que não sou imortal.

BATTLESHIP - A BATALHA DOS MARES

Direção: Peter Berg. Gênero: Ação (EUA/ 2012, 131 min.). Classificação: 10 anos.

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