Leia sinopse dos filmes eleitos pelo público

Amor em Pensamentos, de Achim von Borries (88´). Alemanha. Guenther e Paul são dois jovens convencidos de que a vida deve ser vivida no limite e sem regras, o que também vale para o amor. Junto com Hilde, irmã de Guenther, eles vão passar um fim de semana numa casa de campo. Paul fica fascinado por Hilde e se apaixona instantaneamente. Em princípio, ela parece também estar sentindo o mesmo por ele. Mas Hilde, há algum tempo, vem se encontrando secretamente com um rapaz chamado Hans, ex-amante de Guenther. Os três promovem uma festa nos jardins da casa e convidam um grupo de amigos. Surpreendentemente, Hans aparece e provoca uma verdadeira reviravolta nas emoções de todos. Fora de controle e inebriados pelo álcool e as drogas, os quatro protagonistas caminham para um desfecho trágico. Camelos Também Choram, de Byambasuren Davaa e Luigi Falorni (90´). Alemanha, Mongólia Em pleno deserto de Gobi, no interior da Mongólia, a primavera chegou e as fêmeas de camelo se agitam, pois aproxima-se a hora de darem à luz. Uma família de pastores nômades ajuda nos nascimentos de seu rebanho. A mãe-camelo Ingen Temee tem um parto extremamente difícil mas, com a ajuda dos pastores, nasce um camelo branco muito raro. No entanto, apesar dos esforços de todos, a mãe rejeita o recém-nascido, recusando-lhe friamente o seu leite e o seu amor materno, o que faz com que seu filhote chore desconsoladamente. Tentando evitar que o pequeno camelo morra, a família decide mandar à cidade Dude e seu irmão mais novo, Ugna. Mas eles não estão indo atrás de medicamentos ou comida e sim para chamar um músico local. Eles acham que ele pode tocar uma melodia para a mãe camelo e assim quebrar sua resistência. Dois Anjos, de Mamad Haghighat (75´). França, Irã. Numa cidade sagrada no Irã, um pai muito devoto, acreditando ter matado o único filho, vai até o santuário confessar o crime. No entanto, o jovem Ali de apenas de 15 anos não está morto e sim foragido por não agüentar mais as regras do pai. No deserto, ele ouve música pela primeira vez na vida, graças à flauta de um simples pastor. Nesse momento, o garoto vê a imagem de um anjo e o encontro muda sua vida para sempre. Tomado por aquele sentimento estranho Ali pede ajuda à mãe e, escondido do pai que considera pecado ouvir música, vai até Teerã onde conhece outro anjo: a bela Azar. Família Rodante, de Pablo Trapero (103´). Argentina, Brasil, França, Alemanha, Espanha, Inglaterra. Muita coisa mudou na vida da mulher que abandonou a pequena vila natal, para tentar a sorte em Buenos Aires. Hoje, vovó completa 84 anos e está muito feliz porque foi convidada para ser madrinha de casamento de uma sobrinha que conhece apenas por nome. Ela não só aceita o convite como resolve levar consigo toda a família -- e isso inclui quatro gerações -- de volta ao local onde nasceu, numa longa viagem até a pequena cidade na fronteira com o Brasil. A partir daí, a avó, as filhas, os netos e bisnetos, os genros e as amigas se vêem dentro de um único trailer e têm de enfrentar juntos problemas de saúde, calor e distância. A incômoda convivência irá marcar para sempre a vida de cada um dos viajantes. Maria Cheia de Graça, de Joshua Marston (101´). EUA, Colômbia. Maria Alvarez é uma adolescente de 17 anos, moradora dos arredores de Bogotá, que exerce um trabalho perigoso e mal-pago, cortando os galhos espinhosos de uma plantação de rosas. Prisioneira do mesmo destino das últimas três gerações de sua família, ela não pensa em outra coisa que mudar de vida. Não pode, entretanto, largar este emprego, porque sua sobrevivência e a de seus parentes depende de seu salário. Um dia, ela conhece Franklin, rapaz de fala macia que lhe faz uma proposta tentadora: ganhar um bom dinheiro e viajar. Na verdade, esta viagem acarreta que a menina se transforme numa ?mula?, contrabandeando heroína para os EUA, escondida em cápsulas que ela deve levar dentro do próprio estômago. Um trajeto que lhe haviam prometido que seria sem riscos mas que coloca em perigo em primeiro lugar sua vida, além de exigir toda a energia e inteligência da jovem, disposta a tudo para superar as limitações de seu destino. Nas Suas Mãos, de Annette K. Olesen (101´). Dinamarca.Projeto Dogma que questiona quando o conhecimento é mais forte que a fé e quando a dor é mais poderosa do que o amor. As respostas para estas questões serão descobertas por Anna, uma mulher recém-formada em Teologia, que há vários anos vem tentando, sem êxito, ter um filho. Ela é chamada para substituir um padre numa penitenciária feminina e toma contato pela primeira vez com a dura e instável realidade de um presídio. Apesar da resistência inicial, acaba pouco a pouco ganhando a confiança das presas. Entre elas, está a misteriosa Kate, que, segundo as outras detentas, possui poderes sobrenaturais. Algum tempo depois, Anna descobre que está grávida, mas fica sabendo também que Kate carrega um misterioso segredo com conseqüências fatais para ambas. O Revólver Amado de Kensaku Watanabe (111´). Japão. O líder do clã Kadowaki é morto por Hayamada e Maruyama é contratado para vingar a morte do mafioso. O jovem Taneda é enviado para ajudar o matador nessa missão e, aos poucos, se afeiçoa ao mentor, cuja saúde está ameaçada por um câncer. Enquanto isso, a órfã Miyuki decide abandonar a escola mesmo sob os protestos da professora. Seu pai havia matado sua mãe e ateado fogo em ambos e, por isso, a menina sentia que devia seguir seu próprio caminho. Pouco depois, Mayuki descansa no banco de um parque quando é abordada por Hayamada, que intenta roubar-lhe a moto. A jovem pede para que seja baleada no coração e o ladrão fraqueja. A dupla torna-se amiga até outra tragédia marcar suas vidas. Punto Y Raya, de Elia Schneider (105´). Venezuela, EUA. Comédia dramática que oferece nova visão sobre o conflito na fronteira Colômbia-Venezuela. Em tempos de nacionalismo exacerbado, Cheíto é um recruta nascido em Caracas, não muito convicto da vocação militar e que tem como função patrulhar a fronteira de seu país. Em meio à selva, conhece um camponês colombiano disposto a tudo pela pátria. Nesse contexto, os dois se transformam em grandes amigos até que a realidade coloca-os à prova diante do cumprimento do dever. Terra de ninguém, a fronteira serve de cenário para as mais diversas situações envolvendo membros da guerrilha, do exército e do narcotráfico. Questão de Imagem, de Agnès Jaoui (110´). França. Lolita Cassard é uma jovem de 20 anos. Gordinha, ela se acha feia e não consegue manter nenhuma auto-estima, apesar de ser particularmente talentosa como cantora lírica e ter um namorado que a adora. O grande motivo é sua total incapacidade em atrair a atenção do pai, Étienne Cassard, um escritor de sucesso mas um tanto frio sentimentalmente. Egocêntrico radical, Étienne vive obcecado pelo pânico do envelhecimento, procurando aliviar seu complexo na companhia de namoradas bem mais jovens. Uma rede de relações complicadas arma-se a partir do momento em que Sylvia Miller, professora de canto de Lolita, descobre que ela é filha de Cassard, seu escritor favorito. O marido da professora, Pierre Miller, também é escritor e está numa fase de total bloqueio criativo, além da falta de confiança própria. Todas estas pessoas vão reunir-se sob o mesmo teto para um fim-de-semana em que o grande programa será a queda das máscaras, movido por uma ironia feroz sobre o jogo de aparências dentro e fora da família. Segredos de Família , de Jordan Roberts (83´). EUA. Quatro gerações de uma família são reunidas quando aparece a possibilidade de se descobrir um antigo segredo, trazendo à tona muitos conflitos pessoais. O patriarca é o vovô Henry, um homem de idade avançada que vive com sua enfermeira numa pequena cidade do sudoeste norte-americano. À medida que sua delicada saúde evolui para um estado terminal, ele recebe visitas do filho, neto e um pequeno bisneto. Enquanto lidam com a doença do patriarca, todos tentam resolver suas diferenças depois de anos sem qualquer contato entre si. Quando Henry morre, seus descendentes resolvem partir numa jornada pelas estradas do país, com o objetivo de esclarecer um antigo mistério familiar. Tartarugas Podem Voar, de Bahman Ghobadi (98´). Irã, Afeganistão. Na fronteira entre Irã e Iraque, semanas antes da invasão do Iraque pelas tropas norte-americanas, num acampamento de refugiados curdos, as pessoas se reúnem para ouvir as notícias da guerra. Em meio a estes refugiados, há jovem mãe de 14 anos chamada Agrin que quer cometer suicídio. Este é um filme sobre as aventuras de Agrin. Vida de Menina, de Helena Solberg (101´). Brasil.No Brasil do final do século XIX, que acabou de abolir a escravidão e proclamar a República, a menina Helena Morley começa a escrever seu diário. Descendente de ingleses, mora na cidade de Diamantina (MG), que vivia na época a decadência da mineração. Seu pai é um dos últimos a acreditar que as lavras dos arredores ainda renderão muito dinheiro. Por conta desta opção arriscada do marido sonhador, sua mãe faz sacrifícios e engole humilhações do irmão mais rico. Helena participa destas angústias mas não deixa de experimentar as alegrias de sua idade. Rebelde e independente, cria problemas disciplinares no colégio, que compensa com sua grande criatividade para escrever. Passa todo o tempo que pode ao lado da avó, sua grande protetora, flerta com o primo da cidade e aguça sua intuição e inteligência para transformar-se de menina em mulher. Documentários Estamira, de Marcos Prado (127´). Brasil. Dona Estamira é uma senhora de 63 anos que trabalha há mais de 20 anos no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Ela sofre de surtos esquizofrênicos, mas seu carisma e seu caráter maternal fizeram dela a líder da pequena comunidade de idosos que habitam o lixão. O documentário acompanhou, a partir de 2000, o tratamento ao qual Estamira se submeteu num centro psiquiátrico público e focou, a partir de seu cotidiano, a transformação clínica e os efeitos dos remédios que teve que tomar. Através de depoimentos dos filhos da senhora também foi possível revelar os árduos caminhos trilhados por Estamira. Mesmo vivendo no lixo, ela conseguiu superar sua condição miserável e ainda levantou diante das câmeras questões e valores há muito esquecidos na sociedade. Fabio Fabuloso, de Pedro Cezar, Ricardo Bocão e Antonio Ricardo (70´). Brasil. A trajetória do paraibano Fábio Gouveia, considerado o maior surfista brasileiro de todos os tempos, em uma narrativa bem-humorada e em tom de fábula. Além de muito surfe e do registro dos momentos mais importantes da carreira do atleta, como as vitórias nos campeonatos mundiais no Havaí e na França, o filme também mostra um lado mais íntimo e familiar do surfista, destacando a singularidade e o carisma desse ídolo do surfe brasileiro. Música Cubana, de German Kral (88´). Cuba, Alemanha. O fio condutor do documentário é Barbaro, motorista de táxi cujo sonho é abandonar a profissão e seguir a carreira de músico. Em uma corrida, conhece Pío Leyva, o famoso cantor do Buena Vista Social Club, e tenta convencê-lo a criarem juntos uma banda com os melhores músicos jovens de Cuba. Leyva não parece muito interessado até conhecer a bela voz de Osdalgia e se entrega de corpo e alma ao projeto. Ele e Barbaro acompanham o trabalho dos jovens que fazem ótimos arranjos para inúmeros clássicos cubanos, além de novas canções. Barbaro gravou o trabalho do grupo e tem mostrado as músicas a cada novo passageiro, acreditando assim manter viva a banda Musica Cubana e talvez transformá-la em uma nova Buena Vista Social Club.

Agencia Estado,

31 de outubro de 2004 | 17h43

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