AFP PHOTO / VALERY HACHE
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Leia frases marcantes de Manoel de Oliveira

Em 2009, no Festival de Berlim, cineasta deu uma lição de cinema

O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2015 | 11h21

 “Acho que a música soa bastante melhor num filme romântico do que num filme realista”

“A intenção (de filmar até onde puder) é boa, agora quanto tempo demoro por cá... Não depende de mim. Nenhum de nós nasceu por vontade própria; a idade e a felicidade estão dependentes de forças obscuras que não controlamos. Não somos senhores do futuro."


“Ingmar Bergman, quando tinha um diálogo mais rico, mais profundo, parava completamente a câmara e parava o movimento dos atores, para darem atenção ao que se dizia. Quando os Lumière faziam fotografias móveis, o interesse deles é que as pessoas se movessem dentro das fotografias – a imagem está sempre parada, há uma distinção importante entre ação e movimento.”

“Há uma fórmula que adoro, que li escrita no jornal a propósito de uma escultura em Modena de Donatelli, que dizia ‘ele consegue a simplicidade dos gregos e o realismo da Renascença’. Achei esta ideia magnífica: ser simples quer também dizer ser claro, e ser claro é trazer á superfície o que é mais profundo.”

“Há poucos realizadores que separam o lado íntimo do lado público. Pasolini foi um dos que foi mais longe no perfurar do lado íntimo das pessoas. Muito poucos realizadores respeitam esse lado íntimo. Buñuel é um homem escandaloso, mas que respeita o lado íntimo, tal como Bresson, o próprio Orson Welles. É uma questão de valores que se vão perdendo.”

“Tenho uma ligação com a Alemanha na parte cinematográfica, na história da câmara e das máquinas... Tenho percorrido aqui muito tempo, nunca esquecendo os grandes mestres alemães como Fritz Lang, Murnau, Ernst Lubitsch, e os atuais como Wim Wenders, um homem extraordinário. O cinema de cada país não é este ou aquele realizador; não é singular, é plural. São o conjunto dos realizadores desse país que representam o cinema desse país, cada um à sua maneira e não um só. Na Renascença, todos pintavam a mesma coisa e eram todos diferentes; a verdadeira originalidade está na personalidade do autor.”

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