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'Lavoura Arcaica' encerra a Mostra de Cinema de SP

Filme será exibido nesta quarta-feira, 9, às 21h, no Cinesesc

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2016 | 22h22

Agora, sim, é o fim. A 40ª Mostra encerra-se nesta quarta-feira, 9, e com direito a um evento especial. Às 21h, no Cinesesc, ocorre a exibição de Lavoura Arcaica, que Luiz Fernando Carvalho realizou a partir do romance de Raduan Nassar. A projeção, com ingressos esgotados, será seguida de debate com o diretor. Só para lembrar, a lavoura do filme dá-se pela palavra, ao redor da mesa, quando o pai aplica seus sermões à família. São as cenas talvez mais belas do filme, com aquelas em que a comunidade libanesa e as mulheres (lindas), à frente Simone Spoladore, liberam o corpo no frenesi da dança.

 

Há um forte apelo à musicalidade neste último dia de Mostra, por meio de outros dois filmes - às 14h30, Gurumbé, Canções de Sua Memória Negra, de Miguel Ángel Rosales, que evoca a contribuição dos escravos à cultura andaluza. Quando os negros começam a desaparecer de Sevilha, no século 19, surge uma nova dança sensual - o flamenco. Na sequência, às 16h10, passa Maat, de Udi Aloni, sobre garoto israelense que se integra a grupo de hip-hop e entra em choque com sua comunidade conservadora (e com rappers nacionalistas).

Mas o destaque do dia é mesmo Lavoura Arcaica, que o diretor faz questão de exibir em película, como foi feito (com esplendorosa fotografia de Walter Carvalho). No Festival do Rio e, agora, na Mostra, Carvalho comemora os 15 anos de seu filme cultuado. Ao Estado, disse que não pode falar em ‘retorno’ porque, ao longo de todo esse tempo, o Lavoura nunca deixou de circular. No País e até no exterior, ele se acostumou a enviar cópias para que diferentes plateias penetrassem no mistério do filme. Na época, Carvalho era homem de TV, louco por cinema. Leu o livro e foi paixão à primeira leitura. Era o filme que queria ver, mas, para isso, teria de fazê-lo. Fez, e com participações memoráveis de Raul Cortez, Selton Mello e Juliana Carneiro da Cunha.

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