Chris Pizzello/Invision/AP
Chris Pizzello/Invision/AP

Lady Gaga se apresentará na cerimônia do Oscar

Após deixar o pop de lado e iniciar parceria com Tony Bennett, cantora fará sua estreia na cerimônia da Academia

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

12 de fevereiro de 2015 | 17h53

A nova conduta tem feito bem a Lady Gaga. A outrora subversiva do pop foi anunciada como uma das atrações musicais da cerimônia de entrega das estatuetas do Oscar, a ser realizada no dia 22 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Los Angeles. 

A informação, anteriormente noticiada pelo jornal norte-americano The New York Times foi confirmada na manhã de quinta-feira, 12, pelos próprios produtores do Oscar, Craig Zadan e Neil Meron. “Lady Gaga é uma artista única cuja evolução musical continua em crescimento. Estamos muito orgulhosos de tê-la se apresentando no Oscar pela primeira vez”, disseram. A própria cantora publicou, em seu Instagram, um vídeo confirmando a participação na cerimônia. 

O comunicado faz questão de lembrar que Gaga, ao lado do veterano cantor Tony Bennett, ganhou mais um Grammy para a sua coleção, na premiação realizada no início do mês. O disco da dupla, chamado Cheek to Cheek, foi o vencedor na categoria Melhor Álbum Pop Vocal. Quando lançado, no ano passado, o trabalho chegou ao topo da parada da Billboard. 

Na cerimônia do Grammy, Gaga e Bennett fizeram uma bela performance executando o standard que dá nome ao álbum vencedor, criado por Irving Berlin e originalmente cantado por Fred Astaire e Ginger Rogers, no filme O Picolino (1935). No conhecido como Oscar da música, a cantora evitou um figurino estapafúrdio, como nos anos anteriores de carreira e adotou um vestido longo, brilhante, decotado, no tapete vermelho, e algo mais sóbrio para subir ao palco do evento. 

A mudança de comportamento de Lady Gaga no último ano é notável. Se nos últimos tempos, a cantora era uma ebulição constante, a versão atual parece ter deixado de lado os vestidos feitos com carne crua no armário (ou geladeira, neste caso), para se concentrar na música. A própria parceria com Bennett é um sinal claro de mudança, principalmente porque depois do sucesso de hits pop como Paparazzi, Bad Romance e Alejandro, a fonte parece ter secado. O mais recente disco solo dela, Artpop, vendeu “apenas” 2,5 milhões de cópias, pouquíssimo se comparado com as 25 milhões de unidades vendidas de The Fame, a estreia dela, em sua versão mais selvagem. 

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