Lado a lado, cinema analógico e digital

CONCEITOANALÓGICODIGITALCâmeraRegistra imagens em película, como na fotografia. O tamanho de um fotograma - conhecido como bitola - é variado, mas o formato para cinema comercial costuma ter 35 mm de largura. O negativo é revelado num processo químico. Grande parte desse equipamento é grande e incômodo. Não permitem a visualização do material gravado, fazendo necessária a revelação do negativo para saber se a gravação é aproveitável ou não.Capta as imagens e as registra codificadas em dígitos, armazenando-as em discos rígidos ou discos semelhantes ao DVD. O tamanho dessa imagem é relativo à área que se pretende captar, e pode simular as diferentes bitolas da captação em filme. Equipamento leve e de manuseio bastante prático. Permite a visualização das tomadas logo após sua gravação, o que possibilita ao diretor saber se o material é aproveitável ou não.VelocidadeCâmeras de 35 mm captam 24 quadros por segundo (q.p.s.). Há um projeto de câmera capaz de captar 48 q.p.s. - acompanhado da fabricação de um projetor correspondente -, diminuindo o desgaste da bitola e aumentando a qualidade da imagem, que deve chegar ao mercado americano em 18 meses. Quase todas DVCams captam 30 q.p.s. A incompatibilidade desse com o tempo do 35 mm (24 q.p.s.), causa problemas em adaptação cronológica no momento da kinescopagem, acarretando imperfeições em alguns detalhes e em movimentos das imagens. Atualmente, somente o modelo Panavision 24P Digital HD é capaz de captar 24 q.p.s. ImagemFilmes pouco sensíveis à luz, o que requer freqüente auxílio artificial para alcançar o grau correto de luminosidade pretendido. Com exceção do preto, as cores registradas podem sofrer alterações durante o processo químico de revelação. A imagem é definida por pontos, o que a torna mais "suave", permitindo maior distinção da graduação entre luz e sombra (meios-tons).Bastante sensível à luz, tornando a câmera capaz de registrar imagens sem auxílio de iluminação artificial, acarretando, no entanto, na baixa definição de contornos da imagem. Não há um processo químico para revelar as imagens, mas simplesmente uma decodificação digital. A imagem é convertida em linhas o que ressalta as cores e a definição de contornos, mas, na maioria dos modelos de câmera digital, enfraquece os meios-tons e a profundidade do negro. Atualmente, só o modelo Panavision 24P Digital HD é capaz de reproduzir todos aspectos de uma imagem na sua totalidade. SomO som captado analogicamente apresenta ruído pois seu constante manuseio junta sujeira à fita magnética. A edição em ilha analógica fornece um grande leque de recursos, como melhor manipulação de brilho e profundidade sonoros, ainda que seja mais lenta. No registro das trilhas em película, a referência de perto, longe, alto e baixo de um som podem misturar-se, causando uma polifonia indecifrável.Softwares para manipular melhor o som digital ainda devem surgir. A cada avanço da tecnologia de conversão digital o som fica mais limpo e estereofônico (o processo vai desde o Dolby SR, passando pelo THX, até chegar ao Dolby Digital e ao DTS). A edição de som em computador é mais rápida. A utilização de seis até 12 canais digitais dão mais clareza à distância e ao volume real de cada som num filme digital, fazendo com que o público escute exatamente o que o diretor ouviu na filmagem.EdiçãoEdição linear (analógica) não é mais usada para finalizações em cinema. Edição não-linear garante um controle maior das partes do filme a serem cortadas. Também torna mais prática - e de qualidade técnica superior - a edição de efeitos especiais. Como é feita em computador, as imagens que estão em película devem ser digitalizadas. As imagens já gravadas em material digital não precisam passar pelo processo.CópiaA cópia de material analógico sempre perde qualidade em relação ao original. A perda de qualidade de uma cópia no formato digital é desprezível. DistribuiçãoMobiliza produção de cópias, transporte (aéreo ou terrestre) para os pontos de exibição e contrato de seguro contra perda. Cópias seriam somente necessárias em salas que necessitassem do DVD. Se não, o filme poderia ser enviado por computador ou via satélite, ou carregado em qualquer lugar do mundo por download. PiratariaSó é possível se houver acesso à película e ao equipamento necessário para reproduzi-lo - geralmente restrito às produtoras e grandes estúdios.Seria possível por meio de um computador bem equipado. Mas os filmes seriam criptografados e protegidos para que só vendedores e compradores tivessem acesso ao filme.ArmazenamentoOs negativos e internegativos (película revelada) são condicionados em latas refrigeradas ou em emulsões especiais. O filme está sempre sujeito a deterioração por agentes ambientais ou químicos. Seu manuseio impróprio pode rasgá-lo.Filmes poderão ser armazenados em discos rígidos, protegidos contra vírus eletrônicos, ocupando espaço em memória mas não em volume.ExibiçãoEquipamento mecânico, que projeta, por meio de uma forte luz, a imagem sobre uma superfície branca. Esse método permite maior qualidade no brilho e contraste das imagens.Equipamento digital, que decodifica e projeta em tela as imagens, por meio de raios de catódio. As tecnologias de Digital Light Processing (da Texas Instruments) e Image Light Amplifier (da JVC) têm permitido uma reprodução de imagem similar à da película, com boa qualidade de brilho e contraste.ProgramaçãoSujeita a contratos prévios entre estúdios, distribuidores e exibidores.Do ponto de vista dos exibidores e público, pode ser mais interativa e independente, pois carregar o filme pela Internet daria essa opção. Pode diversificar-se também, permitindo outras finalidades para o telão, como assistir a shows, concertos, e até participar de video-conferências.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2000 | 23h19

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