Chris Pizzello/Invision/AP
Chris Pizzello/Invision/AP

'La La Land' vence DGA Awards em cerimônia marcada por críticas a Trump

Também foram premiados o documentário 'O. J.: Made in America' e as séries 'Game of Thrones' e 'Veep'

O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2017 | 13h16

La La Land - Cantando Estações segue como grande favorito ao Oscar de 2017, no qual concorre em 14 categorias. No sábado, 4, o filme foi o principal vencedor do DGA Awards, concedido pelo Sindicato dos Diretores da America (DGA, na sigla em inglês), após ter ganhado sete estatuetas no Globo de Ouro em janeiro.

O DGA Awards é considerado o principal termômetro para o Oscar de melhor direção. Em 62 das suas 69 edições, premiou o cineasta que, depois, recebeu também a estatueta do Oscar. Na categoria de longa-metragem de ficção, o diretor de La La Land, Damien Chazelle, de 32 anos, se tornou o artista mais jovem a receber o prêmio. Já, nos documentários, o vencedor foi Ezra Edelman, de O. J.: Made in America, que concorre ao Oscar na mesma categoria. 

"Faço filmes porque sou apaixonado pelo cinema. Eles são poderosos porque falam para todo o mundo, para todos os países e todas culturas", disse Chazelle. "Quero celebrar o ato de sonhar e o que significa a arte. A arte conecta as pessoas e transcende fronteiras. Eu quero fazer parte de um diálogo transnacional de filmes", completou.

O diretor concorria na categoria principal com Barry Jenkins (Moonlight), Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar), Denis Villeneuve (A Chegada) e Garth Davis (de Lion) - que venceu a categoria de melhor cineasta estreante. Em seriados, foram premiados Miguel Sapochnik em drama, pelo episódio A Batalha dos Bastardos, de Game of Thrones, e Becky Martin pelo episódio The Inauguration, de Veep, e Steven Zaillian pela minissérie The Night Of. 

Realizada no hotel Beverly Hilton, de Los Angeles, a cerimônia teve tom politizado, com fortes críticas ao governo de Donald Trump, especialmente em relação às medidas anti-imigração. Vencedor do DGA em 2016 por O Regresso, o mexicano Alejandro González Iñárritu classificou a atual situação política dos Estados Unidos de "um remake de uma das piores histórias do século passado". "O único modo de ganhar é contar histórias humanas boas, complexas e verossímeis", afirmou. 

Além dele, o próprio presidente do sindicato, o diretor Paris Barclay, criticou Trump. "Eu não vou ficar aqui sem os imigrantes", disse. A cerimônia ainda homenageou o diretor Ridley Scott (de Alien - O Oitavo Passageiro)./EFE, Associated Press e Reuters

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