"King Kong" tem pré-estréia mundial em NY

A nova versão do clássico filme King Kong, dirigida por Peter Jackson, tem sua pré-estréia mundial na noite desta segunda-feira em Nova York. O evento contará com a presença do diretor neozelandês, Peter Jackson, além de estrelas do filme como Adrien Brody, Jack Black, Naomi Watts, Jamie Bell e Andy Serkis. AP/Um modelo de King Kong de 20 m de altura chama a atenção do público na Times Square, de Nova York, anunciando a première do filmeO novo King Kong tem mais de três horas de duração, e sua produção custou US$ 207 milhões, US$ 18 milhões a mais que o orçamento estipulado inicialmente.Há relatos de que, assim mesmo, os executivos dos estúdios Universal ficaram muito satisfeitos com o filme. Peter Jackson teria recebido US$ 20 milhões pelo trabalho. O sucesso nas bilheterias de sua trilogia do O Senhor dos Anéis fez com que o estúdio desse a ele carta branca para criar o filme como desejasse.King Kong é descrito pela Universal como uma trágica história de amor entre o gorila gigante e uma atriz, interpretada por Naomi Watts. O filme original foi lançado em 1933 e tinha Fay Wray no papel da mocinha. A nova fita entra em cartaz nos cinemas dos Estados Unidos no próximo dia 14. No Brasil, o filme estréia no dia 16. Leia opinião do crítico Luiz Carlos Merten, que assistiu à pré-estréia em NYPeter Jackson conseguiu. A briga pelo Oscar de efeitos especiais vai ser acirrada em 2006. Diante de Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, o espectador, impressionado com o realismo brutal da invasão dos alienígenas, poderia pensar que só mesmo uma invasão real, que Deus nos livre, filmada de câmera na mão, poderia ter um mesmo impacto sobre a platéia. Jackson viaja agora no tempo. Cria um universo mítico como o da série de Senhor dos Anéis em King Kong. O macaco, criado em computador, como o Gollum, a partir da interpretação e dos movimentos do ator Andy Serkis, supera tudo o que você já viu, incluindo o próprio Gollum. E o olhar humano de Kong, a sua dor são flechas desfechadas no coração do público. King Kong teve ontem a sua premier mundial em Nova York. No sábado à noite, o repórter do Estado assistiu ao filme numa sessão especial. O filme cultuado de 1933, de Merian Cooper e Ernest Shoedsack, continua insuperável sobre múltiplos aspectos. Lá, era a própria técnica, ainda incipiente, que ajudava a atiçar a imaginação do espectador, estabelecendo a magia daquele clássico. Não existe limite para o que Jackson propõe agora. Há uma disparada de dinossauros, uma luta de Kong com três dinos. Foram deletadas da versão antiga porque ficariam ridículas. Jackson filma agora tudo isso com uma tecnologia tão extraordinária que você faz uma pergunta - como ele conseguiu? -, ao mesmo tempo que chega à conclusão de que tudo, hoje, é possível no cinema.

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