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King Kong ganha nova roupagem: 'Não poderíamos fazer mais do mesmo', diz diretor

Jordan Vogt-Roberts esteve presente na Comic Con Experience neste domingo, 4, para falar de 'Kong - A Ilha da Caveira

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

05 Dezembro 2016 | 05h00

Érico Borgo, do Omelete, foi o visionário que ‘bolou’ a Comic Con Experience em São Paulo. No domingo, 4 – último dia do evento neste ano –, ao apresentar o painel da Warner, ele agradeceu à marca no Brasil. “Foi o primeiro estúdio ao qual recorremos. Nos apoiaram desde o começo.”

O painel da Warner era um dos mais esperados da CCXP 2016. Trouxe o diretor Jordan Vogt-Roberts para falar de Kong – A Ilha da Caveira e mostrar imagens do filme prometido para março. Na sequência, o diretor Zach Snyder, em uma mensagem gravada com a mulher produtora, mostrou material exclusivo de A Liga da Justiça e Mulher Maravilha.

O evento realizou-se na maior sala da CC, a Cinemark, com os 3.500 assentos lotados. Por que mais um filme do rei (King) Kong? “Foi o que eu mesmo me perguntei quando a Legendary, sob a bandeira da Warner, me propôs a realização. Kong é um dos personagens mais icônicos da cultura pop. Não poderíamos fazer mais do mesmo. Tudo tinha de ser impactante e original.” E Roberts lembrou – “Quando vi O Senhor dos Anéis (de Peter Jackson), pensei – que lugar é esse? A Nova Zelândia forneceu o cenário grandioso que a saga pedia. Nós fomos ao Vietnã, filmar em lugares que nunca viram uma câmara”.

Com a paisagem, veio uma época – os anos 1970. “Nosso filme passa-se em 1973, durante a guerra.” No início do trailer, uma expedição militar chega em helicópteros à ilha do título. Como cartão de apresentação do poderio norte-americano, o oficial Samuel L. Jackson ordena que a ilha seja bombardeada. Surge o gigantesco Kong e, no rastro dele lagartos, aranhas, todos imensos. Surge até... Godzilla! O grande embate vai ser entre os dois. Um filme grandioso, para quem quer ‘viver o épico’, lema da CCXP.

Mas dentro dessa (super) escala, Roberts revelou que sua busca foi pelo íntimo. “Quem nessa sala nunca se sentiu esquisito, solitário? Kong é o último de sua espécie e o que filme propõe é o compartilhamento de sua imensurável solidão.” A guerra, os helicópteros, tudo remete a Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola. “Os dois filmes não têm nada a ver, e têm tudo. Como Kong é um ícone, Apocalypse Now é a referência da Guerra do Vietnã no cinema. Os executivos da Legendary e da Warner entenderam e me deram carta branca para expressar esse imaginário.”

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