"Kill Bill 2" estréia hoje e completa a história

Kill Bill Volume 2 estréia hoje e deve monopolizar a atenção do público que vibrou com Uma Thurman no primeiro filme da série. Por mais eletrizante que fossem as lutas daquele filme, Kill Bill - Volume 1 não era um filme completo em si mesmo. Agora, no Volume 2, tudo se encaixa e a saga da Noiva finalmente faz sentido. Antes de mais nada, é um filme de cinéfilo, que poucos terão a pretensão de assimilar e entender nos mínimos detalhes. Em entrevista, Uma Thurman disse que o conhecimento do diretor Quentin Tarantino sobre artes marciais ultrapassa a mais delirante fantasia dos admiradores do gênero. Cada cena dos filmes refere-se a um filme que ele viu e o marcou.Tarantino surgiu espetacularmente, no começo dos anos 1990, com Cães de Aluguel ao qual se seguiu Tempo de Violência (Pulp Fiction). Foram dois filmes singularmente violentos, mas com tantas qualidades de diálogos e mise-en-scène que Tarantino virou cult. Seguiu-se uma fase meio errática, em que Tarantino influenciou (e sofreu a influência de) Robert Rodriguez. Não fizeram bem um ao outro. Mas Jackie Brown também possuía uma beleza (e uma tristeza) naquele desenho de personagem feminina, adaptada de Elmore Leonard, que era forçoso reconhecer - Tarantino ainda tinha gás. E aí veio o díptico Kill Bill. Um primeiro filme de exposição, o volume 2 de desenvolvimento e conclusão. Personagem com origem nos mangás, a Noiva, ao contrário de Jeanne no policial de François Truffaut, não se veste de preto, mas de branco. E caça, um a um, os integrantes do bando selvagem criado por Bill e do qual era parte integrante até abandoná-lo para se casar. Na hora do casamento, Bill e sua gangue promovem um banho de sangue. O noivo é morto, a noiva - grávida - também é dada como morta, mas sobrevive para vingar-se. A vingança que começou no primeiro filme chega ao final no confronto com Bill, interpretado pelo astro da lendária série de TV Kung Fu, que ajudou a popularizar as artes marciais no Ocidente, David Carradine.

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