Angela Weiss / AFP
Angela Weiss / AFP

Kevin Hart desiste de apresentar Oscar 2019, após polêmicas por comentários homofóbicos

Decisão foi anunciada pelo ator após críticas por mensagens homofóbicas no Twitter entre 2009 e 2011

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2018 | 04h39

O comediante Kevin Hart anunciou na madrugada desta sexta-feira, 7, que desistiu de apresentar a 91ª cerimônia do Oscar, em fevereiro de 2019. O ator disse que não pretende ser uma distração para a premiação depois de gerar polêmica por conta de antigos tuítes com conteúdo considerado homofóbico.

“Eu decidi desistir de apresentar o Oscar deste ano porque não quero ser uma distração em uma noite que deve ser celebrada por tantos artistas talentosos e maravilhosos. Eu sinceramente peço desculpas para a comunidade LGBTQ pelas palavras insensíveis do meu passado”, disse Hart, astro de Jumanji: Bem-Vindos à Selva.

A polêmica em torno do nome do ator aconteceu em razão de tuítes considerados homofóbicos de sua autoria descobertos depois de seu anúncio como mestre de cerimônias. As mensagens, publicadas entre 2009 e 2011, foram deletadas pelo comediante.

“Se meu filho chegar em casa e tentar brincar com a casa de boneca da minha filha, eu vou quebrar sua cabeça e dizer “pare, isso é gay”, dizia um dos tuítes. Em outro momento, durante um especial de comédia de 2010, Hart disse que se pudesse evitar que seu filho fosse gay, o faria.

A primeira resposta do comediante às críticas só aumentou ainda mais a tensão. No Instagram, o ator escreveu que seus críticos deveriam “deixar de ser negativos” e, no vídeo que acompanhava a mensagem, declarou que não iria deixar que a “loucura” o frustrasse.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas terá de buscar agora um novo apresentador. Para tentar alavancar a audiência, uma série de mudanças foram anunciadas, incluindo a redução no tempo da cerimônia.

As duas últimas edições da premiação foram apresentadas pelo humorista Jimmy Kimmel. Em 2018, o evento alcançou uma audiência de 26,5 milhões de telespectadores, contra 43 milhões em 2014. \ AP, EFE e AFP

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