Tawni Bannister/The New York Times
Tawni Bannister/The New York Times

Kenneth Lonergan defende Casey Affleck de acusações de assédio sexual

Diretor do filme 'Manchester à Beira-Mar' publicou sua opinião sobre o caso em carta pública no jornal da Universidade de Wesleyan, da qual foi diretor e aluno

EFE, O Estado de S.Paulo

07 Março 2017 | 09h53

O diretor do filme Manchester à Beira-Mar, Kenneth Lonergan, defendeu Casey Affleck, vencedor do Oscar de melhor ator pela atuação no longa-metragem, na polêmica sobre um suposto assédio sexual que ele teria cometido durante a produção do documentário Eu Ainda Estou Aqui, em 2010.

O caso, que foi encerrado com um acordo entre a defesa e a acusação, voltou à tona depois de Affleck ter vencido o Oscar. O ator foi acusado de assédio sexual por duas mulheres - uma diretora de fotografia e uma produtora - no documentário dirigido por ele.

Lonergan publicou uma carta pública no jornal da Universidade de Wesleyan, da qual foi diretor e aluno, mas o documento só chegou aos principais veículos da imprensa americana nesta segunda-feira, 6.

O diretor respondeu a outro texto, também publicado no jornal universitário, que criticava a instituição e o diretor pela "cumplicidade" com Affleck e seu comportamento. Lonergan definiu o artigo como um "enredo sem lógica, de desinformação e de completa difamação".

"Seu uso aleatório dos termos 'mau comportamento sexual', 'assédio sexual', 'abuso sexual' e 'violência sexual', como se fossem legal ou fisicamente intercambiáveis, só indica a insensatez de sua opinião", escreveu o diretor.

Lonergan afirmou que o autor desse texto falou como se Affleck tivesse sido considerado culpado por algum crime.

"Casey denunciou essas acusações por serem absolutas invenções", disse Lonergan antes de ressaltar que, após o acordo firmado entre as partes, "nada ficou provado ou desmentido" no caso.

"Como ele se atreve a escrever como soubesse quem dizia a verdade e quem não?", questionou o diretor.

Dois dias depois do Oscar, Affleck disse em entrevista ao jornal The Boston Globe que qualquer tipo de maus-tratos por qualquer razão é "inaceitável".

"Todos merecem ser tratados com respeito em seus locais de trabalho e em qualquer outro lugar", ressaltou.

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