Laurent Emmanuel/AFP
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Justiça diz que nova acusação de assédio sexual contra Roman Polanski já prescreveu

Acusação foi feita por Renate Langer, uma ex-atriz alemã que na época do suposto crime tinha 15 anos

EFE

08 de novembro de 2017 | 18h26

GENEBRA - A Justiça do cantão suíço de Berna decidiu nesta quarta-feira não abrir processo por uma nova acusação contra o diretor franco-polonês Roman Polanski de agressão sexual a uma menor em um chalé na cidade de Gstaad em 1972, já que o crime teria prescrito em 1987.

No último dia 9 de outubro, a Procuradoria de Berna assumiu a investigação para descobrir se Polanski abusou sexualmente de uma menor em 1972 em Gstaad, onde o cineasta costumava passar longas temporadas, mas já na ocasião disse que tinha que esclarecer se a acusação tinha prescrito.

A denúncia foi apresentada inicialmente em 26 de setembro à Polícia cantonal de Saint Gallen, após a qual a Procuradoria do cantão solicitou a mudança da investigação para a administração de Justiça de Berna.

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A acusação foi feita por Renate Langer, uma ex-atriz alemã de 61 anos que, quando ocorreu a suposta agressão sexual, tinha 15 anos.

Renate teria conhecido Polanski quando era modelo em Munique e, com a possibilidade de ser contratada, decidiu visitar o diretor em sua casa em Gstaad, onde teria sofrido abusos.

A alemã é a quarta mulher a acusar Polanski de agressão sexual. Em 1977, o cineasta, que atualmente tem 84 anos, reconheceu ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer, uma menor de 13 anos.

Polanski se declarou culpado e passou 42 dias na prisão, mas após conseguir a liberdade pagando uma fiança e temendo ter que voltar à prisão para cumprir uma pena muito mais severa, fugiu dos Estados Unidos no final de 1978.

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O caso segue aberto e, entre 2009 e 2010, o cineasta teve que cumprir sete meses de prisão domiciliar na Suíça - em Gstaad - por um pedido de extradição americano que nunca foi formalizado.

Em 2010, a atriz britânica Charlotte Lewis também acusou o diretor de tê-la forçado a manter relações sexuais quando tinha 16 anos. Uma terceira mulher, identificada como Robin, o acusou recentemente de ter abusado dela em 1973, quando tinha apenas 16 anos.

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