Franka Bruns/AP
Franka Bruns/AP

Justiça da Suíça rejeita pedido de extradição dos EUA e liberta Polanski

Ministério da Justiça diz que 'interesses nacionais' não foram levados em consideração

Associated Press

12 de julho de 2010 | 09h13

BERNA - O governo da Suíça rejeitou nesta segunda-feira, 11, o pedidos de extradição dos EUA para o diretor franco-polonês Roman Polanski. O cineasta é acusado pela justiça americana de ter feito sexo com uma garota de 13 anos em 1977.

 

O Ministério da Justiça disse por meio de comunicado que os interesses nacionais não foram levados em consideração para a tomada da decisão, e que isso torna Polanski um homem livre.

 

"O diretor franco-polonês Roman Polanski, de 76 anos, não será extraditado para os EUA", afirmou a pasta. "As medidas de restrição de liberdade contra ele serão revogadas", completa o texto.

 

O cineasta, hoje com 76 anos, fugiu dos Estados EUA em 1º de fevereiro de 1978, dia em que foi formalmente sentenciado por ter mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos de idade.

 

Ele foi detido em 26 de setembro de 2009 ao desembarcar na cidade de Zurique, onde seria homenageado em um festival de cinema. Após sua prisão, Polanski passou dois meses em uma prisão na Suíça, e depois foi autorizado a esperar uma decisão final sob prisão domiciliar, que cumpre a sete meses em uma residência que possui na localidade de Gstaad, uma estação de esqui exclusiva.

 

Os EUA insistiam em sua extradição para julgá-lo pelo crime de 1977. Anos depois, porém, Polanski chegou a um acordo econômico com a jovem e sua família, que retirou todas as acusações e se pronunciou publicamente pelo fechamento definitivo do caso. Os juízes americanos consideram que o crime não prescreveu e deve ser julgado.

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