'Juno' ganha principais prêmios no Oscar independente

Spirit Awards premia comédia como melhor filme, atriz, para Ellen Page, e roteiro, para Diablo Cody

Luiz Carlos Merten, de O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2024 | 20h56

E o Oscar independente foi para... Juno, de Jason Reitman. Se você é cinéfilo de carteirinha sabe que o Oscar independente chama-se Spirit e foi atribuído neste final de semana, mais exatamente no sábado à noite, quase à mesma hora em que estavam sendo anunciados os vencedores da Framboesa de Ouro para os piores do cinema em 2007. Todas essas premiações ocorrem praticamente juntas, mas o Oscar termina por eclipsar as demais, por força do prestígio do prêmio que o cinemão atribui aos seus (assim considerados) "melhores". Veja também:Artistas chegam para a festa Os indicados ao Oscar 2008 Enquetes populares apontam 'Juno' como preferido para Oscar Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2008   A festa de entrega do ‘Espírito Independente’ ocorreu na praia de Santa Mônica, em presença de vários dos premiados. Juno, a comédia teen que é recordista de público entre os indicados para o Oscar principal, venceu nas categorias de melhor filme, atriz (Ellen Page) e roteiro (Diablo Cody). Em seu discurso de agradecimento, Ellen disse que o Spirit "é muito especial para mim, mas na verdade tudo isso é culpa de Diablo, que escreveu um dos melhores roteiros que li na vida, com uma personagem adolescente como creio que nunca se viu antes." Diablo é pseudônimo de uma antiga dançarina de strip-tease que criou um blog, virou escritora e foi parar em Hollywood, consagrada de cara pelo êxito espetacular de Juno. O prêmio de direção não foi para Jason, filho do também cineasta Ivan Reitman. Foi atribuído a Julian Schnabel, por O Escafandro e a Borboleta, que também recebeu o prêmio para a melhor fotografia (Janusz Kaminski). Para lembrar Robert Altman, que morreu no final de 2006, a Associação Film Independent criou um prêmio em homenagem ao grande diretor que conseguiu resistir aos apelos comerciais de Hollywood, desenvolvendo uma obra autoral ao longo de décadas. O diretor Todd Haynes e o elenco de I’m Not There - Christian Bale, Cate Blanchett, Richard Gere, Julianne Moore e Heath Ledger - foram os vencedores do primeiro Robert Altman Award, no Spirit. O filme recria as múltiplas facetas da personalidade e da obra do cantor e compositor Bob Dylan. Até por ser ele um dos premiados, a Associação Film Independent prestou sua homenagem a Heath Ledger, que morreu em janeiro, após ingerir - tudo indica que por acidente - uma dose excessiva de calmantes e pílulas para dormir. Cate Blanchett não deixou por menos e disse que Ledger, australiano como ela, "era provavelmente o espírito independente mais belo de todos".  O Spirit contemplou, como melhor documentário do ano, Crazy Love, de Dan Kloves. Javier Bardem não concorria e Chiwetel Eijofor foi o melhor coadjuvante, por Talk to Me, de Kasi Lemmons (estrelado por Don Cheaddle). O prêmio de melhor ator foi para Philip Seymour Hoffman, por The Savages, que também ganhou o prêmio de roteiro. O melhor filme estrangeiro foi o musical Once, do irlandês John Carney. Para um prêmio que se pretende independente, não deixa de ser curioso assinalar que Angelina Jolie, estrela top de Hollywood, foi a dona da noite, atraindo todas as atenções para a sua gravidez.

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