Julia Roberts é processada por discriminação

Julia Roberts está sendo processada por quatro mulheres que aparecem em seu último filme, O Sorriso de Mona Lisa. Elas foram contratadas para tocar jazz em algumas cenas do filme. Mas reclamam que receberam menos do que músicos homens que foram contratados para a mesma função no filme. De acordo com o site Ananova, as quatro instrumentistas foram contratadas para receber perto de US$ 800 cada uma por cada oito horas de trabalho. Ao chegarem ao set, descobriram que a oferta havia sido reduzida para cerca de US$ 400 por um período de 12 horas de trabalho. Até aí, nenhuma reclamação. No entanto, elas descobriram que seus colegas homens estavam trabalhando por cerca de US$ 640 por dia. O que confere ironia ao caso é que Julia Roberts interpreta exatamente uma professora que inspira suas alunas a querer algo mais da vida do que um marido e uma vida doméstica. "É discriminação, é patético", disse uma das jazzistas lesadas. Sentindo-se discriminadas, elas abriram processo contra Julia Roberts e sua produtora, a Red Om Films and Smile Productions. Além disso, denunciaram a atriz à Comissão pela Igualdade de Oportunidades de Emprego e ao Sindicato dos Atores de Cinema e TV dos EUA. A produtora de Julia, entretanto, decidiu também processar as jazzistas, alegando que elas tentam "constrangê-la a fim de conseguir um acordo vantajoso".

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