James Keivom/ EFE
James Keivom/ EFE

Julgamento de Harvey Weinstein é adiado para janeiro

Nesta segunda, 26, produtor, que chegou algemado ao tribunal, se declarou inocente de duas novas acusações por abusos cometidos contra a atriz Annabella Sciorra

Redação, EFE

26 de agosto de 2019 | 12h23

O megaprodutor de cinema Harvey Weinstein, que enfrenta na justiça americana duas acusações de agressão sexual, foi acusado nesta segunda-feira em mais dois casos.

De forma que um juiz de Nova York resolveu adiar o início do julgamento previsto para o início de setembro para 6 de janeiro de 2020.

Harvey Weinstein, de 67 anos, é acusado desde outubro de 2017 de abusos sexuais, que vão desde assédio a estupro, por mais de 80 mulheres, incluindo muitas celebridades.

Apesar da longa lista de denúncias, até então apenas dois casos haviam sido levados a julgamento em Nova York, um relacionado a um estupro em 2013 e outro por uma felação forçada em 2006.

Nesta segunda, 26, Weinstein, se declarou inocente de duas novas acusações por abusos cometidos contra a atriz Annabella Sciorra. Produtor, que chegou ao tribunal algemado e escoltado pelos defensores, entre eles duas advogadas, escutou as acusações ditas pelo juiz James Burke, encarregado do caso.

Sciorra, conhecida por interpretar a personagem Gloria Trillo na série de televisão Família Soprano, alega que Weinstein a estuprou em 1993.

Este novo comparecimento ao tribunal ocorre duas semanas antes do início do julgamento do produtor. Weinstein terá que se defender das acusações de estupro em um hotel de Manhattan em 2013 e de fazer sexo oral de maneira forçada em 2006, processos abertos por mulheres que permanecem no anonimato.

Burke rejeitou o depoimento de Sciorra em um primeiro momento, alegando que não podia fazê-lo já que o relato não tinha sido apresentado ao grande júri, por isso a promotoria buscou uma nova acusação para garantir que a atriz conte o ocorrido.

Na semana passada, a defesa do produtor solicitou que o julgamento não seja realizado na cidade de Nova York, mas em "qualquer outro condado" do estado, para garantir que o processo seja "justo". Os advogados consideram que a pressão midiática pode afetar a avaliação dos membros do tribunal.

Weinstein está em liberdade condicional após o pagamento de uma fiança de US$ 1 milhão após se declarar inocente em audiência preliminar, em julho de 2018.

 

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