Juiz rejeita queixa de estudantes contra <i>Borat</i>

O juiz Joseph Biderman rejeitou nesta terça-feira uma queixa apresentada por dois estudantes americanos contra o filme Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan (Os Ensinamentos Culturais da América para o Benefício da Nação Gloriosa do Casaquistão, em tradução livre do inglês). Segundo Biderman, os estudantes, identificados como Justin Seay e Christopher Rotunda, não demonstraram o mérito de sua queixa. Os dois solicitavam que sua participação no filme fosse eliminada do DVD, além de uma indenização por perdas e danos. Eles disseram ainda que estavam embriagados quando autorizaram que fossem filmados e aceitaram participar somente porque a produtora do longa disse que ele seria exibido somente na Europa. No filme, Seay e Rotunda aparecem visivelmente sob o efeito do álcool fazendo vários comentários sexistas e racistas ao protagonista Borat - personagem do comediante inglês Sacha Baron Cohen -, enquanto tentam consolá-lo de sua decepção amorosa. Borat viaja aos Estados Unidos em busca de seu amor platônico, a atriz Pamela Anderson, que participa do longa.A comédia foi um sucesso absoluto nos Estados Unidos, liderando a bilheteria americana por duas semanas consecutivas. Borat arrecadou US$ 26,4 milhões em seu fim de semana de estréia e é mais um exemplo de filme que fez sucesso primeiro na web e foi bem-sucedido nas telonas.A Fox, produtora de Borat, comemorou a decisão judicial. O filme, porém, ainda enfrenta outros problemas legais. A instrutora de etiqueta Cindy Streit solicitou em novembro à promotoria de Los Angeles que investigasse os métodos utilizados pela produção na hora de conseguir as autorizações dos entrevistados. No entanto, não chegou a apresentar uma queixa. Além disso, o povoado romeno utilizado para a rodagem das supostas imagens do Cazaquistão pede uma indenização de US$ 30 milhões.

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