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Juiz rejeita oferta de Polanski para voltar aos EUA e fechar caso de abuso

Em nova derrota, diretor teve solicitação negada pela justiça americana

EFE

04 Abril 2017 | 11h25

LOS ANGELES - Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta segunda-feira, 3, a proposta do cineasta Roman Polanski para retornar aos Estados Unidos e fechar um antigo caso de abuso sexual sem ter de passar mais tempo na prisão.

O magistrado Scott M. Gordon, do Tribunal Superior do condado de Los Angeles, desprezou o pedido de Polanski porque estava baseado, segundo disse, "nos mesmos fatos e argumentos legais" apresentados e rechaçados no passado por outros juízes. "Não há uma base suficiente ou convincente para reconsiderar estes assuntos", destacou Gordon.

Polanski é acusado de ter mantido relações sexuais em 1977 com uma menor de 13 anos, Samantha Geimer, após uma sessão fotográfica em Los Angeles.

Geimer acusou Polanski, que naquela época tinha 43 anos, de drogá-la e obrigá-la a manter relações sexuais, motivo pelo qual o diretor de cinema foi detido.

Polanski se declarou culpado e passou 42 dias na prisão. Em liberdade após pagar uma fiança, perante o temor de ter de voltar à prisão para cumprir uma condenação muito mais severa, fugiu dos EUA no final de 1978.

O cineasta tinha apresentado em fevereiro de 2017 uma série de documentos legais perante o tribunal de Los Angeles para retornar aos Estados Unidos e fechar o caso desde que contasse com a garantia de que não passaria mais tempo atrás das grades.

Polanski argumentou que na época chegou a um acordo com as autoridades para cumprir apenas 48 dias atrás das grades, mas que escapou do país porque o magistrado Laurence Rittenband pretendia impor-lhe uma condenação mais dura que a pactuada.

No entanto, o juiz Gordon não aceitou estas alegações e negou ainda o pedido de Polanski para ser sentenciado "in absentia" e sua solicitação para conhecer a opinião atual da promotoria sobre sua pena antes de pisar em solo americano.

Esta nova derrota do diretor estende um imbróglio judicial que restringiu sua liberdade de movimento por todo o mundo durante anos por medo de que os Estados Unidos reivindicassem sua extradição.

Em 2009, as autoridades americanas solicitaram à Suíça a detenção do diretor, que tem nacionalidade francesa e polonesa.

Polanski foi detido no aeroporto de Zurique e passou três meses na prisão e outros sete em prisão domiciliar, até que, finalmente, a Suíça negou sua extradição e o colocou em liberdade.

A tentativa mais recente de levar Polanski perante os tribunais aconteceu em 2015 quando os Estados Unidos pediram à Polônia a extradição do cineasta, uma solicitação que foi finalmente rejeitada.

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