Frederick M. Brown/ Yann Coatsaliou/ AFP
Frederick M. Brown/ Yann Coatsaliou/ AFP

Juiz rejeita ação de assédio sexual de Ashley Judd contra Weinstein

Atriz pode prosseguir com processo por difamação, mas denúncia de assédio não se enquadra na legislação da Califórnia

Redação, AFP

10 de janeiro de 2019 | 10h47

Um juiz de Los Angeles rejeitou nesta quarta-feira, 9, a ação de assédio sexual movida pela atriz Ashley Judd contra o ex-produtor de Hollywood e magnata Harvey Weinstein.

O juiz Philip Gutiérrez decidiu que a atriz pode prosseguir com seu processo por difamação, mas que a denúncia de assédio sexual não se enquadra na legislação da Califórnia.

Judd acusa o outrora influente produtor - denunciado por abuso sexual por centenas de mulheres - de ter arruinado sua carreira devido a sua negativa de ceder ao assédio.

Segundo a ação, Weinstein convenceu o diretor Peter Jackson a não chamar a atriz para o elenco de O Senhor dos Anéis, assegurando que era "um pesadelo" trabalhar com ela.

O juiz Gutiérrez esclareceu que o assédio é caracterizado em uma relação de trabalho já constituída, o que não foi o caso.

Weinstein pediu em julho o arquivamento do processo afirmando que entre os dois havia um "pacto sexual", no qual "ela deixaria ser tocada se ganhasse um prêmio da Academia por um de seus filmes'".

Judd alegou que o "pacto" remontava há 20 anos, quando o produtor a convidou para seu quarto em um hotel de Beverly Hills e a convidou para vê-lo tomar um banho. O acordo teria sido um artifício para escapar do assédio.

O diretor Peter Jackson confirmou, em dezembro de 2017, que Weinstein fez comentários na década de 1990 para desprestigiar atrizes que depois o acusaram de assédio ou abuso sexual.

 

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