Jorge Fernando começa a filmar "Sexo, Amor e Traição"

Dois apartamentos de luxo do Rio deJaneiro começam, a partir de hoje, a se transformar no set dofilme Sexo, Amor e Traição, longa-metragem que marca aestréia do diretor Jorge Fernando no cinema em uma produçãoavaliada em US$ 1 milhão. "Nas novelas de televisão, sempretrabalhei com histórias alegóricas e feéricas; agora, querotratar dos pontos mais cruéis de uma relação amorosa entre seispessoas", conta o diretor. O filme é uma versão do mexicano Sexo, Pudor eLágrimas que, ao estrear em 1999, conquistou uma audiênciaestrondosa, com mais de 6 milhões de ingressos vendidos.Trata-se da história de dois casais em crise, que são afetadoscom a chegada de personagens que foram importantes na históriados parceiros. Em relação ao original, a adaptação brasileiraprivilegiou o perdão dos erros. "A moral mexicana é diferenteda nossa, pois aceitamos situações delicadas com maisfacilidade", comenta Fernando. "Assim, nosso filme será muitomais leve." Malu Mader é a fotógrafa Ana, casada com o escritorCarlos (Murilo Benício), uma convivência que é tumultuada com achegada de Tomás (Fábio Assunção), um viajante profissional. "Arelação termina envolvendo as três pessoas, algo semelhante aJules e Jim", conta Malu. Em outro apartamento, Andréa (Alessandra Negrini) eMiguel (Caco Ciocler) decidem se separar para descobrir antigasrelações, o que acontece com a chegada de Cláudia (HeloísaPerissé), zoóloga que namorou Miguel. "O filme trata de umahistória universal com a vantagem de não envolver personagensmaniqueístas", comenta Malu Mader. Fato raro no cinema nacional, o filme (produzido pelaTotal Entertainment, Titán Producciones, Fox Film do Brasil,Globo Filmes e BR Distribuidora) tem um organograma totalmentepreparado: a estréia deve acontecer em setembro e chegar àslocadoras em janeiro de 2004; seis meses depois, é colocado àvenda em vídeo e DVD; em outubro de 2004, é exibido na tevê acabo; no mês seguinte, chega ao pay-per-view e, finalmente, emjaneiro de 2006 será exibido na tevê aberta. "Esperamos atrairum total de 100 milhões de pessoas", conta a produtora WalkíriaBarbosa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.