Jordana Brewster, o novo rosto de Hollywood

Velozes e Furiosos, filme de Rob Cohen sobre racha ilegal de automovéis, que estréia hoje nos cinemas brasileiros, é a terceira produção no cinema americano da atriz Jordana Brewster, filha da ex-modelo brasileira Maria João. Aos 21 anos, dez deles passados em Nova York, onde sua família reside atualmente, depois de ter passado pelo Rio de Janeiro e Londres, Jordana é um rosto em ascensão que foge da trajetória-padrão de outras atrizes de sua idade: encontrar um nicho em Hollywood e explorá-lo por um tempo."Tenho medo de ficar especializada num determinado tipo de filme e depois ter de constantemente ficar provando que consigo fazer outra coisa, como acontece com muitas jovens atrizes hoje", diz Jordana, durante um intervalo das filmagens. "Quero ser vista sob diferentes luzes e acho que estou conseguindo ao pular de um filme de terror (Prova Final, seu primeiro papel, sob a direção de Robert Rodriguez), para um drama (Uma História a Três, no qual interpretou a irmã caçula de Cameron Diaz) e agora um filme de ação.Meu plano para daqui a dez anos é poder estar na posição de produzir meus próprios filmes, escolher projetos independentes e fazê-los acontecer, como é o caso de Julia Roberts."Jordana também desafia o conceito de autopromoção em Hollywood. "Quero poder ficar dois anos sem trabalhar, para ter um filho, por exemplo, e poder voltar, sem me preocupar com o fato de perder meu momentum", explica. "Para isso, tento ser cuidadosa com o tipo de entrevistas que faço, não deixando que ninguém crie uma imagem que não venha a ser condizente com a minha personalidade real. Quero ficar bem longe desses artíficios que assessores criam para suas clientes."Velozes e Furiosos é o primeiro filme em que Jordana interpreta uma latina, muito embora isso não seja esclarecido na trama, na qual faz a namorada de um corredor ilegal (o ator Paul Walker). "O diretor disse que minha personagem é de origem cubana, mas que não era para me preocupar com sotaque. O melhor disso tudo é que pude tomar muito sol, o que adoro, e não me preocupar por ficar muito morena", diverte-se.Nos artigos publicados na imprensa americana, além de ser invariavelmente comparada como uma jovem Demi Moore, jornalistas têm dificuldade em classificar Jordana etnicamente. Uns puxam pelo lado latino herdado pela mãe, outros procuram enquadrá-la como a filha de um banqueiro americano e neta do ex-presidentes da Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas nos EUA, na qual Jordana, este mês, retorna normalmente às aulas do curso de Psicologia, depois de ter abandonado Sociologia.E com qual nacionalidade a atriz se identificaria? "É bem maluco, pois quando estava morando no Rio, freqüentava escola americana e era considerada como tal", explica. "Quando minha família se mudou para Nova York, fui para um escola católica para meninas. E eu era tão diferente de todas aquelas garotas. Minha mãe fazia um lanche bem brasileiro, em vez de colocar na minha lancheira sanduíche de pasta de amendoim com geléia. Também era proibida de comer doces e tomar Coca-Cola". E acrescenta: "Mas a maior diferença era o relacionamento afetuoso que sempre mantive com minha mãe. As garotas americanas têm problemas de relacionamento familiar, pois elas querem ser rebeldes. E, nesse sentido, eu sou muito próxima de minha família. Também sou muito brasileira no relacionamento com outras pessoas, pois me acho calorosa, apesar de tímida."Para se preparar para Velozes e Furiosos, Jordana teve que tomar aulas com corredores profissionais. Dessa experiência, ela adquiriu sua carteira de habilitação. "Era condição sine qua non saber guiar e posso dizer que só tenho minha carta por causa desse filme", diz a atriz.Como qualquer outra jovem atriz, Jordana também tem sua vida privada invadida pelos tablóides. Por dois anos, ela foi namorada do ator Mark Wahlberg (de O Planeta dos Macacos). O romance terminou no primeiro semestre e rumores dizem que ela estaria agora com o australiano Heath Ledger (de Coração de Cavaleiro). Mas Jordana ainda não tem bronca dos bisbilhoteiros."Acho que a Internet é um lugar poderoso para se criar rumores", explica. "No começo, é engraçado ver as mentiras, mas depois vai ficando maçante. O máximo que já publicaram é que eu havia casado e que também já fui namorada do Josh Hartnett, o que é uma total fabricação. Enquanto saírem essas besteirinhas, tudo bem."

Agencia Estado,

28 de setembro de 2001 | 10h12

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