Henry Nicholls / Reuters
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Johnny Depp processa jornal por calúnia no caso em que era acusado de espancar a ex-mulher

O 'The Sun' argumentará simplesmente que o artigo não é difamatório porque é verdadeiro

Elizabeth Howcroft, Reuters

27 de fevereiro de 2020 | 09h53

O astro de Hollywood Johnny Depp compareceu nesta quarta-feira, 26, em um tribunal de Londres para ouvir seu advogado argumentar que a ex-mulher de Depp, Amber Heard, havia mentido quando o acusou de espancá-la em comentários citados pelo tabloide The Sun.

Depp, a estrela de 55 anos da franquia de filmes Piratas do Caribe, está processando a empresa que edita o tabloide, a News Group Newspapers, e seu editor-executivo Dan Wootton por difamação por causa de um artigo que Wootton escreveu em 2018 chamando Depp de “espancador de esposa”.

O próprio Depp compareceu ao Supremo Tribunal no primeiro dia da revisão préjulgamento. O julgamento propriamente dito deve começar em 23 de março e durar duas semanas.

Tanto Depp quanto sua ex-mulher, Amber Heard, se acusaram de abuso físico durante o relacionamento. Heard fez alegações pela primeira vez em 2016, as quais Depp negou.

“Um deles está mentindo e fazendo isso em grande escala”, disse uma argumentação apresentada pelos advogados de Depp e distribuído a jornalistas.

“Portanto, é uma função muito importante desse julgamento por difamação que essas alegações sejam testadas e provadas ou refutadas.”

O ônus no caso está no Sun para provar que não cometeu difamação. O jornal argumentará simplesmente que o artigo não é difamatório porque é verdadeiro.

A argumentação dos advogados do ator solicitou que o tribunal concorde em ouvir testemunhas que moravam na Califórnia por vídeo-link durante a tarde de Londres, para acomodar a diferença horária de oito horas.

O News Group Newspapers é de propriedade da News Corp.

 

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