Jordan Strauss/Invision/AP
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Johnny Depp processa Amber Heard por difamação e cobra US$ 50 milhões de indenização

'Heard não é uma vítima de violência doméstica: ela é uma perpetradora', declarou o ator

Redação, EFE

03 de março de 2019 | 14h45

O ator Johnny Depp denunciou por difamação a segunda ex-mulher, a atriz Amber Heard, e cobrou US$ 50 milhões de indenização, segundo informou o portal especializado em celebridades The Blast.

O processo tem como origem um artigo publicado por Heard em dezembro do ano passado no jornal The Washington Post, um texto no qual a atriz disse ter sido vítima de abusos em diferentes ocasiões ao longo da vida.

"Como muitas mulheres, fui abusada e agredida sexualmente quando estava na universidade. Mas me mantive calada e não me via como uma vítima. Há dois anos, me transformei em uma figura pública representando o abuso doméstico e senti toda a força da nossa cultura de fúria contra as mulheres que aumentam a voz. Tive o ponto de vista privilegiado de ver, em tempo real, como as instituições protegem os homens acusados de abuso", afirmou.

Embora não tenha mencionado explicitamente o ex-marido no artigo, Heard parecia se referir às acusações de violência doméstica que revelou contra Depp em 2016.

"Heard não é uma vítima de violência doméstica: ela é uma perpetradora", declarou o ator, como resposta, no processo.

"Depp nunca abusou de Heard. As acusações eram falsas quando foram feitas em 2016 e fizeram parte de uma elaborada campanha para gerar publicidade positiva para Heard e fomentar a sua carreira", acrescenta a denúncia.

Heard reagiu ao processo por meio do advogado Eric M. George: "Esta frívola ação é o último dos repetidos esforços de Johnny Depp para silenciar Amber Heard", afirmou a defesa da atriz.

"Não será silenciada. As ações de Depp provam que ele é incapaz de aceitar a verdade do seu comportamento abusivo contínuo", acrescentou o advogado.

Depp, de 55 anos, e Heard, de 32, se conheceram durante as gravações de Diário de um Jornalista Bêbado (2011), se casaram em fevereiro de 2015 e oficializaram o divórcio em janeiro de 2017. O acordo extrajudicial requeria que a atriz retirasse o pedido de uma ordem de afastamento e que o ator a pagasse US$ 7 milhões, quantia que a atriz doou à caridade. 

 

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