Johnny Deep está de volta às telas

Os filmes Perigo para a Sociedade e Ambição em Alta Voltagem, mais o documentário American Pimp, delinearam bem o universo dos cult diretores Albert e Allen Hughes, irmãos gêmeos negros e de ascendência armênia. São histórias passadas em guetos, povoadas por policiais corruptos, brigas de gangue, drogas pesadas, cafetões ameaçadores e prostitutas.Agora, é de se estranhar que o quarto projeto da carreira dos Hughes seja passado numa Londres vitoriana atormentada pelos crimes praticados pelo serial killer que a Scotland Yard nunca conseguiu prender: Jack, o Estripador. Mas os cineastas dizem que não existe nenhuma diferença temática entre Do Inferno (From Hell), longa estrelado por Johnny Depp e Heather Graham e que estréia nesta sexta-feira nos cinemas de São Paulo, e seus outros trabalhos.?O bairro londrino de Whitechapel era um gueto miserável no século 19 repleto de cafetões, prostitutas, tarados de linhagem nobre, consumidores de ópio e muito sangue e ratos nojentos?, explica Albert Hughes, em entrevista ao Estado, por telefone. ?Nada de novo para a gente, a não ser que estaríamos contando a história da figura mítica de Jack, o Estripador.?Baseado no comic book de Alan Moore e Eddie Campbell, que dividiram a história em 16 partes contadas ao longo de um livro de 500 páginas, Do Inferno centra-se na figura de Frederick Abberline, o inspetor que comanda a perseguição a Jack, o Estripador, e o envolvimento dele com a quinta e última vítima do assassino, a prostituta Mary Kelly. Os personagens são interpretados respectivamente por Depp e Heather.Depp, para a surpresa de muitos da equipe, revelou-se um verdadeiro expert em Jack, o Estripador. ?Ele passava horas e horas divagando, com requintes de detalhes, a respeito das mais diversas e sólidas teorias sobre a verdadeira identidade do estripador?, explica Hughes. ?Johnny realmente deu uma nova dimensão ao personagem, sobrando espaço para a gente explorar as alucinações quase mediúnicas de um consumidor de ópio?, explica Albert.

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