Joaquin Phoenix faz jogo duplo em 'Os Donos da Noite'

Filme, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes 2007, conta história de uma família dividida pela lei

Neusa Barbosa, da Reuters,

07 de novembro de 2014 | 18h59

Dois dos nomes mais prestigiados da nova geração em Hollywood, Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg, contracenam com o ator veterano Robert Duvall no policial Os Donos da Noite, que estréia em circuito nacional neste feriado.  Veja também:Trailer de 'Os donos da noite'   O filme é dirigido por James Gray, que estreou no cinema com Fuga para Odessa, vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Veneza de 1994. Em seu segundo filme, Caminho sem Volta, exibido em Cannes de 2000, o cineasta já havia escalado os atores Wahlberg e Phoenix. Neste novo trabalho, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes 2007, conta-se a história de uma família dividida pela lei. Joaquin Phoenix interpreta Bobby Green, filho pródigo de um clã de policiais, que é gerente de uma danceteria no Brooklyn nova-iorquino, pertencente à máfia russa. Há anos, ele vive apartado nesse ambiente, usando inclusive um sobrenome diferente de seus parentes, que se chamam Grusinsky. Sem saber nada de seu parentesco, o chefão russo, Marat Bujayev (Moni Moshonov), trata Bobby como filho. O sobrinho de Marat, Vadim (Alex Veadov), controla o tráfico de drogas, usando o clube noturno como base de operações. Bobby sabe de tudo, mas finge que não vê, além de ser um usuário eventual. Bobby está feliz nesta vida, ao lado da namorada Amada Juarez (Eva Green). A tranquilidade é apenas aparente. Seu pai, Burt (Robert Duvall), e seu irmão, Joseph (Mark Wahlberg), respectivamente, o chefe e o subchefe da polícia de Nova York, querem prender Vadim, cujas atividades acompanham há tempos. Quando Joseph sofre um atentado e é quase morto a tiros, Green entra em crise de consciência. E resolve que é hora de colaborar com a polícia, fazendo uma incrível reversão do personagem. Não só ele se torna agente policial, como aceita correr o risco de continuar infiltrado entre os russos até quando for possível. Este jogo duplo do protagonista até levanta algumas semelhanças com Os Infiltrados, que deu o Oscar de melhor diretor a Martin Scorsese este ano. Mas Os Donos da Noite perde na comparação. Além de uma história com menos adrenalina, o roteiro registra algumas fragilidades. A maior delas, o parentesco de Bobby com o alto escalão policial passar despercebido no coração da máfia russa mediante uma simples troca de sobrenome.

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