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Jennifer Lopez, que vai viver uma vigarista nas telas, responde a perguntas de fãs

Em ‘As Golpistas’ ela será Ramona, uma stripper audaciosa

Mekado Murphy, The New York Times

16 de setembro de 2019 | 07h23

No novo drama As Golpistas, Jennifer Lopez faz Ramona, uma stripper que bola um plano para tomar dinheiro de ex-clientes. Em Toronto, antes de pisar no tapete vermelho para a estreia de As Golpistas (Hustlers), Lopez respondeu a perguntas dos leitores do The New York Times sobre seus filmes, sua música, sua família.


O que a levou a fazer o papel de Ramona? Você sentiu que de algum modo se parece com ela? (Natasha, Londres)

Sinto que eu e Ramona temos algumas semelhanças. Aprecio sua força, seu domínio do palco, a persistência com que persegue uma ideia. Também tenho muito disso. Há aspectos dela com que me identifico 100%, e com outros, nem tanto. Aí entram a ganância, da adoração pelo dinheiro e a compulsão de abrir caminho à força. O que me atraiu no papel foi que nunca fiz nada semelhante. Sempre representei garotas boazinhas, nunca uma bandidona.


Qual o tema de que quase nunca falam com você, mas você gostaria que falassem? (Susan, Madagáscar)

As pessoas sempre querem saber sobre minha vida pessoal, mas gosto mesmo é de falar de minha música e de como me sinto no estúdio. Música e dança foram minhas primeiras paixões. Adoro cinema e ser atriz, mas a dança veio primeiro. Comecei a dançar quando tinha 4, 5 anos. Minha mãe me levava para assistir aos musicais quando eu tinha 2 ou 3, e eu me apaixonei por eles.


Você merece muito crédito por mudar indústria do entretenimento como cantora, atriz, dançarina e empresária. Qual é sua meta hoje? (Claritza, Washington)

Se você é uma pessoa criativa e tem uma ideia, não dá para impedir que essa ideia avance. Comigo é a mesma coisa, apenas tenho muitas ideias ao mesmo tempo. Crio números de dança para meu show. Canto, escrevo músicas e gravo. Trabalho em filmes que faço o roteiro e produzo. Posso até criar um perfume. Simplesmente não me limito a uma coisa só e acho que ninguém precisa fazer isso. Podemos fazer o que quisermos, desde que tenhamos sensibilidade.


Você pretende dirigir um filme em um futuro próximo?

Tenho pensado nisso e estou chegando cada vez mais perto. Nos últimos filmes e shows de TV que produzi e nos quais trabalhei, ajudei em todos os aspectos da encenação. As pessoas à minha volta dizem: “Você deveria dirigir”. A resposta a sua pergunta é sim, num futuro próximo. Só não sei quando.


Sua experiência anterior em dança ajudou você na pole dance? Ou é algo completamente diferente? (Taylor, Nova York)

Ajudou porque já conhecia meu corpo, então não estou me movimentando a esmo. Mas as acrobacias e técnicas eram totalmente novas para mim. Foi como aprender a andar de bicicleta aos 40 anos. E você não pode simplesmente aprender a dança, precisa também aprender seus truques e segredos. E, às vezes, sai dolorida. Tive uma professora de pole, Johanna Sapakie, que foi do Cirque du Soleil, vive em Las Vegas e sabe como funcionam os clubes de strip. Ela me deu um curso ultraintensivo, já que são precisos anos para dominar a técnica. Tive de aprender em seis semanas, o mínimo para dançar três ou quatro minutos e fazer isso como se tivesse feito a vida inteira.


Que conselhos você daria a uma Jennifer jovem? (America, Victoria)

Diria a ela que nunca vai ficar sozinha, por isso não precisa se precipitar em casamento ou relacionamentos. Não que eu lamente meu aprendizado – esse era meu caminho. Tive de aprender muitas coisas e esquecer muitas outras, mas acho que ninguém está sozinho. Portanto, Jennifer, não se assuste e confie em si mesma.


Cite três coisas indispensáveis para você.

A primeira, falar com meus filhos. A segunda, meu celular. A terceira, falar com Alex (Rodriguez, seu noivo). O resto é lucro.

Jennifer, você teve um forte impacto em minha infância de hispânico crescendo numa comunidade na qual pouca gente se parecia comigo.


Houve avanço na representação diversificada ou ela está estagnada? (Nick Reshan, Nova York)

Não acho que esteja estagnada. Diria que é um trabalho em andamento. Está como eu gostaria? Não. Quando comecei no cinema, meus primeiros papéis foram de empregada. Depois, as pessoas começaram a ver meu talento. Pouco a pouco, vai se quebrando a forma na qual você é confinado. Acho que há mais representatividade da comunidade latina hoje, mas temos de apoiar essa comunidade para que ela consiga mais. Cabe a nós compreender nosso valor e nos apoiarmos uns aos outros. 

TRADUÇÃO: ROBERTO MUNIZ

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