James Bond bate recorde na Inglaterra, mas perde nos EUA

007: Cassino Royale, o 21.º filme sobre James Bond, bateu neste fim de semana o recorde anterior de bilheteria de um filme da mesma série, baseada no agente secreto criado pelo autor Ian Fleming (1908-1964). Segundo dados da distribuidora do filme, que marca a estréia do ator Daniel Craig como agente 007, o longa arrecadou mais de 13 milhões de libras (US$ 24 milhões) no primeiro fim de semana nos cinemas britânicos. O recorde anterior foi estabelecido em 2002 com Um Novo Dia para Morrer, que arrecadou 9,1 milhões de libras (US$ 17 milhões). Segundo Peter Taylor, da Sony Pictures, é a estréia mais bem-sucedida de um filme da série Bond. Teve críticas excelentes e o público gostou muito. No entanto, nos Estados Unidos, 007: Cassino Royale cedeu o primeiro posto na arrecadação para o desenho animado Happy Feet: O Pingüim, que arrecadou US$ 42,3 milhões, US$ 1,7 milhão a mais que o filme de Bond. Pierce Brosnan teve as maiores bilheterias Os filmes com Pierce Brosnan como protagonista foram as bilheteiras mais altas até agora. Por outro lado, 007 Contra o Satânico Dr. No (1963), que marcou a estréia do ator escocês Sean Connery como James Bond, é um dos que arrecadaram menos dinheiro nas bilheterias do mundo todo. O longa é o que tem a antológica cena da suíça Ursula Andress saindo do mar com um biquíni branco. O filme com maior bilheteria até agora é 007 contra Chantagem Atômica (1965), com um total arrecadado de US$ 874 milhões, seguido de 007 Contra Goldfinger (1964), com US$ 786 milhões, 007 - Viva e Deixe Morrer (1973), com US$ 711 milhões, 007 - Só Se Vive Duas Vezes (1967), US$ 653 milhões, e 007 - O Espião que me Amava (1977), com US$ 597 milhões. O sucesso nos Estados Unidos do novo filme da série de Bond se soma ao de outros filmes com toque britânico, como Borat, de Sacha Baron Cohen, e The Queen (A Rainha), o novo filme de Stephen Frears, sobre Elizabeth II e sua relação com o primeiro-ministro Tony Blair após a morte da princesa Diana de Gales. No entanto, para Nick James, diretor da revista Sight and Sound, o êxito desses e de outros filmes como United 93, de Paul Greengrass, dão uma falsa impressão do estado da indústria cinematográfica britânica. Foi um ano bom para o talento britânico, mas todos esses filmes são realmente britânicos? O que tendemos a considerar filmes do Reino Unido são na realidade produtos americanos feitos com dinheiro também dos Estados Unidos, afirma o crítico.

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