Israelenses querem Paradise Now fora do Oscar

O filme mostra a vida de dois amigos preparando um ataque suicida em Tel Aviv. Narra a história fictícia de dois mecânicos da Cisjordânia que se preparam para cometer um duplo atentado. Feito por palestinos e israelenses, ele fala de ataques suicidas da perspectiva dos homens-bomba. Cerca de 30 mil pessoas assinaram uma petição para que o filme seja desclassificado da corrida para o Oscar. A campanha é liderada por Yossi Zur, cujo filho foi morto por um atentado suicida em um ônibus. Asaf tinha 16 anos quando morreu vítima de um ataque promovido por um terrorista suicida do Hamas em Haifa, em 2003. O terceiro aniversário da morte do filho de Zur acontece no domingo, no dia da entrega do Oscar. Yossi Zur diz que Paradise Now é bastante perigoso, que ele encorajaria novos ataques suicidas, e não deveria concorrer a prêmios internacionais, especialmente do porte do Oscar.Ciente da polêmica que seu filme está causando, o diretor palestino de Paradise Now, Hany Abu-Assad, declarou recentemente que para ele ?só protestar não basta, é preciso sustentar uma discussão com as pessoas que pensam diferente da gente.? O filme está lotando os poucos cinemas em que é exibido em Israel e, dependendo de seu sucesso na cerimônia do Oscar, no próximo domingo, pode causar ainda mais polêmica.

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