Israel escolhe "Sweet Mud" para tentar uma vaga no Oscar

"Sweet Mud" (Lama Doce, em inglês) foi escolhido por Israel para concorrer a uma vaga entre os cinco finalistas do Oscar 2007, na categoria de melhor produção em língua estrangeira, segundo informou nesta quinta-feira o jornal "Haaretz". A Academia de Hollywood anuncia os finalistas em janeiro e a cerimônia de premiação acontece no último domingo de fevereiro."Estou muito feliz", disse o diretor do longa, Dhor Shaul. "Eu esperava isso e teria sido um profundo impacto (se não tivesse sido escolhido) tanto para mim quanto para o filme", acrescentou o cineasta, que é conhecido por suas comédias, como "Operation Grandma" e "Sima Vaknin is a Witch"."Sweet Mud" conta a história de um menino que vive, nos anos 70, em um kibbutz (unidade de produção auto-suficiente, geralmente agrícola, em regime comunitário) com a família, explorada pelos donos do local. Ronit Yodkevitch, aclamada pela atuação em "Gift and Above", interpreta a conturbada mãe do menino.O filme foi escolhido pela Academia de Cinema Israelense, há dez dias, o melhor do ano, junto com a produção de Shemi Zarhin "Aviva My Love". Como os dois filmes empataram, não foi fácil para a academia escolher "Sweet Mud" para representar o país no Oscar, de acordo com o "Haaretz"."Sweet Mud" é uma co-produção da Alemanha, França e do Japão, países que investiram pela primeira vez em um filme israelense."Cinema, Aspirinas e Urubus" representa o BrasilO longa "Cinema, Aspirinas e Urubus", dirigido por Marcelo Gomes, venceu outros 13 filmes que também se inscreveram no Ministério da Cultura (MinC) e ganhou por unanimidade. A comissão foi formada por Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio; pela roteirista Carolina Kotscho, pelo produtor Moisés Augusto, pelo montador Ricardo Miranda e pelos cineastas Andrucha Waddington, Sandra Werneck e Jorge Bodanzky. Segundo o secretário Orlando Senna, do Audiovisual, ?além de qualidade artística e de ser um filme que mostra a nossa cara e a nossa voz, ´Cinema, Aspirinas e Urubus´ apresenta características próprias, de estilo, linguagem e temática, normalmente associadas aos vencedores do Oscar.? Carolina Kotscho foi direta: ?É um grande filme, independentemente de Oscar?.Marcelo Gomes ficou feliz da vida. Só ele sabe quanto penou (por sete anos!) para conseguir fazer este filme que reabre a vertente do Cinema Novo, contando uma história de amizade como um road movie, gênero caro ao cinema americano. ?Foi um filme tão sofrido que cada recompensa, cada indicação, cada elogio é sempre uma alegria imensa.? "Cinema, Aspirinas e Urubus" foi visto por 120 mil espectadores no País, mas permanece inédito em várias praças. Gomes espera que a corrida pelo Oscar dê visibilidade a seu filme e estimule mais gente a vê-lo.

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