Francois Mori/ AP
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Iraniano Mohammad Rasoulof, premiado em Berlim, terá de cumprir um ano de prisão

Seu filme 'There Is No Evil' ganhou o Urso de Ouro, na Berlinale 2020. Além de ter de ficar preso, o cineasta também estará impedido de fazer filmes por dois anos

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2020 | 10h53

O diretor iraniano Mohammad Rasoulof, que acabou de ganhar o Urso de Ouro no Festival de Berlim, foi convocado pelas autoridades de seu país para cumprir um ano de prisão. Ele já estava proibido de sair do Irã, por isso mesmo, não foi à cerimônia da premiação no fim de semana, sendo representado por sua equipe de produção de seu filme There Is No Evil. E sua filha Baran recebeu o prêmio em seu nome, no sábado, 29. 

Rasoulof, que cumpre pena de prisão domiciliar, foi acusado de fazer propaganda 'contra o sistema', segundo seu advogado Nasser Zarafshan. Além de ter de ficar preso, o cineasta também estará impedido de fazer filmes por dois anos. 

Mas é provável que a ordem não seja imediata, tendo em vista os problemas enfrentados com o atual surto de coronavírus, que fez com que as autoridades do país libertassem temporariamente 54 mil presos. Ainda não houve divulgação sobre essa convocação de Rasoulof pela mídia, nem comentários de funcionários do Judiciário. 

Outro cineasta iraniano nas mesmas condições, é o festejado Jafar Panahi, preso por filmar sem permissão do governo. 

 

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