REUTERS/Mike Blake
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Iraniano indicado ao Oscar não poderá ir à cerimônia após ordem de Trump

Cineasta Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por 'O Apartamento' e vencedor do prêmio em 2012 por 'A Separação', não irá à cerimônia, segundo autoridade do cinema iraniano

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2017 | 16h54

O cineasta iraniano Asghar Farhadi, indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por "O Apartamento", não poderá comparecer à cerimônia de premiação em função da medida sobre imigração aprovada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

A informação foi confirmada neste sábado,28, pelo Twitter de Trita Farsi, presidente do Conselho Nacional Iraniano-Americano, organização que promove relações entre os dois países.

A princípio, todos os iranianos, salvo aqueles com passaportes diplomáticos, estão temporariamente proibidos de entrar nos EUA devido à decisão de Trump.

Farhadi, que em 2012 ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro por "A Separação", está novamente indicado à categoria por "O Apartamento". A protagonista do filme, Taraneh Alidoosti, já havia anunciado durante a semana que não compareceria à cerimônia como protesto contra as medidas de Trump.

A ordem aprovada nesta sexta-feira, 27, pelo presidente norte-americano ordena a suspensão de todo o amparo de refugiados durante 120 dias para analisar os mecanismos de aceitação e garantir que radicais islâmicos não pisem nos Estados Unidos.

Além disso, suspende durante 90 dias a concessão de vistos a todos os cidadãos de vários países de maioria muçulmana até que sejam adotados processos de "apuração extrema", o que é visto por algumas organizações como um passo rumo à proibição da migração muçulmana.

Os países inicialmente afetados pela medida são Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Iêmen e Irã. Vários cidadãos desses países já foram retidos ao chegarem a aeroportos dos EUA como aplicação dessa nova política.

Os advogados de dois iraquianos detidos em um aeroporto de Nova York apresentaram neste sábado moções a um tribunal para que os clientes sejam liberados e para poderem representar outras pessoas que consideram estar sendo detidas de forma ilegal. A ação visa paralisar a ordem de Trump ao considerá-la inconstitucional.

As informações são da EFE.

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