Mike Blake/Reuters
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Irã diz que 'Argo', vencedor do Oscar de Melhor Filme, é fraco e 'anti-Irã'

Filme aborda a missão da CIA para resgatar diplomatas dos EUA em Teerã após a Revolução Islâmica

Zahra Hosseinian e Marcus George, Reuters

25 Fevereiro 2013 | 18h09

DUBAI  - "Argo", drama político que ganhou no domingo o Oscar de melhor filme, é ruim e anti-iraniano, disse o ministro da Cultura do país em declarações publicadas na segunda-feira. O longa-metragem, que recebeu também os Oscars de melhor montagem e roteiro adaptado, aborda a missão da CIA para resgatar seis diplomatas norte-americanos em Teerã logo depois da Revolução Islâmica de 1979.

O Oscar de Melhor Filme para "Argo" foi anunciado, em um dos segredos mais bem guardados da história de transmissões do Oscar, pela primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, em uma aparição em vídeo desde a Casa Branca.

"Este filme anti-iraniano carece de quaisquer aspectos artísticos, e é um filme muito pobre do ponto de vista artístico, e não esperamos nada a mais do inimigo", disse o ministro da Cultura e Orientação Islâmica, Mohammad Hosseini, segundo a agência semioficial de notícias Mehr. Algumas agências noticiosas iranianas disseram que o Oscar dado a "Argo" mostra como a política permeia Hollywood.

"A politização da escolha de Argo chegou a envolver a Casa Branca, e o anúncio do ganhador coube a Michelle Obama, a esposa do presidente norte-americano", observou a estatal Irna.

"Argo" não foi exibido nos cinemas do Irã, mas foi amplamente disponibilizado em DVDs piratas em Teerã.

Apesar da censura e da repressão dura de cineastas de renome, O cinema de arte iraniano ganhou fama internacional ao longo dos últimos 20 anos. O filme "A Separação", de Asghar Farhadi, ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira no ano passado, o primeiro filme iraniano receber o prêmio.

O Irã disse em setembro que iria boicotar o Oscar 2013 em protesto contra a realização de um vídeo anti-Islã nos Estados Unidos, que causou indignação em todo o mundo muçulmano. 

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