<i>Proibido Proibir</i> marca retorno do cineasta Durán

Grande esquecido na Première Brasil, doFestival do Rio, Proibido Proibir, de Jorge Durán, ganhouaplausos do público, da crítica e do júri oficial, mas nem odiretor nem seus atores receberam qualquer troféu na premiaçãofinal. O Redentor teria vindo redimir um filme bacana e querompe com 20 anos de silêncio de um autor importante - ochileno-brasileiro Durán, que não filmava desde A Cor do SeuDestino, em 1986. Mais um filme sobre jovens, no caso estudantes do Fundão no Rio, confrontados com amizade, violência e exclusão social.Não se pode ver triângulo no cinema sem evocar o de Jules eJim, de François Truffaut, mas Durán admite que aquele clássiconunca foi um de seus filme cultuados. E Proibido Proibir ésobre amizade, mais que sobre sexo. Você assiste ao filme e sepergunta - como vai acabar? Acaba bem, pelo menos do ponto devista do espectador, que é forçado a reconstruir o filme noinconsciente, sendo um pouco criador - também. E você pode fazer um programa duplo que tem tudo a vercom o clima de eleições que se vive hoje no Brasil. A Comédiado Poder, de Claude Chabrol, discute corrupção e moralismo cominteligência e provocação, como o cineasta gosta. Na seqüência,O Crocodilo (Il Caimano), de Nanni Moretti, debate o controleda mídia por meio do caso Berlusconi, na Itália.

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